Homem é preso em Santana após violenta agressão contra namorada
Um homem de 34 anos foi preso em Santana, no Amapá, após cometer graves agressões contra sua namorada, incluindo morder seu braço e arrancar uma unha. A violência ocorreu no dia 4 de janeiro, mas a prisão preventiva só foi cumprida na última segunda-feira, 19 de fevereiro, pela Polícia Civil do estado, através da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
Detalhes chocantes da agressão
Segundo as investigações, o crime começou com uma discussão dentro de um carro, quando a vítima tentou fugir. No entanto, ela foi puxada pelos cabelos e agredida na rua, antes de o casal se dirigir para a residência onde moravam. Lá, as agressões continuaram, resultando em ferimentos graves nas mãos da mulher, com o homem chegando a arrancar uma de suas unhas durante o ataque.
Câmeras de segurança registraram parte da violência, o que ajudou nas investigações. Após as agressões, o acusado fugiu do local, levando consigo o celular da namorada, dificultando ainda mais a comunicação dela com as autoridades.
Histórico de violência e prisão preventiva
De acordo com registros do Sistema Nacional de Segurança Pública, o homem já tinha um histórico preocupante de violência contra mulheres. Uma ex-companheira havia registrado cinco boletins de ocorrência contra ele, por crimes como ameaça, invasão de domicílio, perseguição e lesão corporal.
A delegada Katiúscia Pinheiro, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, justificou a prisão preventiva ao afirmar que "as medidas protetivas diversas da prisão mostram-se ineficazes diante do desrespeito frontal às normas de convivência social e do padrão obsessivo e descontrolado demonstrado pelo indivíduo". Ela destacou a necessidade de uma ação mais firme para proteger a vítima e a sociedade.
Desfecho do caso
Após a audiência de custódia, o homem foi encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá para dar início ao cumprimento da pena. A prisão preventiva foi decretada como forma de garantir a segurança da vítima e evitar novos crimes, considerando o histórico violento do acusado.
Este caso reforça a importância das delegacias especializadas no atendimento à mulher e a necessidade de medidas eficazes contra a violência doméstica, um problema que ainda afeta muitas famílias em todo o Brasil.