Economista alerta para inflação e desemprego com congelamento de acordo comercial UE-EUA
Congelamento acordo UE-EUA eleva risco de inflação e desemprego

Economista alerta para inflação e desemprego em meio a congelamento de acordo comercial entre UE e EUA

O congelamento do acordo comercial entre Estados Unidos e União Europeia está gerando alertas sobre o risco de uma nova rodada de tensões tarifárias, com impactos diretos e significativos sobre preços, crescimento econômico e inflação em ambas as regiões. Segundo a economista Paula Zogbi, essa medida pode reverter parcialmente as reduções tarifárias recentes, que haviam caído de patamares entre 25% e 50% para cerca de 15%, levando ao encarecimento de produtos e ao aumento das pressões inflacionárias.

Impactos severos na Europa e nos Estados Unidos

Na Europa, os efeitos podem ser particularmente graves em setores que dependem fortemente do mercado americano, como o automotivo, químico e farmacêutico. Paula Zogbi destaca que esses setores são grandes exportadores para os Estados Unidos, e o retorno de tarifas mais altas pode resultar em perdas relevantes de receita, desorganização da cadeia de suprimentos e impactos negativos no emprego. "Esses setores são grandes exportadores para os Estados Unidos, e o retorno de tarifas mais altas pode comprometer margens e decisões de investimento", afirma a estrategista.

Nos Estados Unidos, o impacto se manifesta de forma diferente, já que o país é um grande importador desses bens e serviços. Isso tende a pressionar os preços domésticos e, consequentemente, influenciar a trajetória das taxas de juros. Paula observa que o mercado de renda fixa já começou a reagir a esse risco inflacionário, em um momento em que a economia americana ainda apresentava crescimento saudável, inflação próxima de 2,5% e uma desaceleração moderada do mercado de trabalho.

Riscos para a economia global

O cenário de tensões comerciais pode ser bastante prejudicial para os negócios, o mercado acionário e o próprio crescimento econômico global. "Um choque inflacionário mais forte pode ser bastante prejudicial para os negócios, para o mercado acionário e para o próprio crescimento da economia", conclui Paula Zogbi. A situação exige atenção redobrada de autoridades e investidores, pois pode agravar desafios já existentes, como a inflação elevada e a volatilidade no emprego.

Em resumo, o congelamento do acordo comercial entre UE e EUA não apenas reacende antigas disputas tarifárias, mas também coloca em risco a estabilidade econômica de ambas as regiões, com potenciais efeitos em cascata para a economia mundial. A monitorização contínua desses desenvolvimentos é crucial para mitigar os impactos negativos sobre preços e empregos.