Um caso grave de violência doméstica chocou a comunidade do povoado Lagoa do Exu, em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas. Um homem, identificado como policial, foi preso na sexta-feira (16) após ameaçar de morte e agredir fisicamente a própria mãe, incluindo uma mordida no dedo polegar da vítima.
Detalhes da agressão e ameaças
De acordo com o relato da mãe, vítima das agressões, o filho estava embriagado no momento do crime. A noite anterior ao ataque, ele já havia demonstrado comportamento violento, quebrando a porta do banheiro da residência. No dia seguinte, a situação escalou para ameaças diretas contra a vida da mãe e para a agressão física.
Além de morder o dedo da vítima, o agressor também segurou e apertou com força os braços dela, causando lesões. A mulher, após o susto e os ferimentos, precisou ser levada para receber atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios.
Prisão do agressor e desfecho policial
A Polícia Militar foi acionada e prendeu o homem dentro da casa da mãe, no próprio local do crime. Ele foi algemado e conduzido para a Central Integrada de Segurança Pública (CISP) da cidade de Estrela de Alagoas, também localizada na região do Agreste alagoano.
O caso foi registrado como violência doméstica com base no depoimento da vítima, que teve coragem de relatar toda a sequência de fatos aos policiais que atenderam a ocorrência. A prisão em flagrante demonstra a seriedade com que as autoridades trataram o caso, que envolve um agressor que é integrante da própria corporação policial.
Impacto e reflexão sobre violência familiar
Episódios como este evidenciam que a violência doméstica pode ocorrer em qualquer contexto familiar, inclusive envolvendo agentes públicos que deveriam zelar pela segurança. A coragem da vítima em denunciar o filho, mesmo diante das graves ameaças, foi crucial para interromper o ciclo de violência e garantir a responsabilização do agressor.
A rápida intervenção policial e o encaminhamento do caso à justiça são passos essenciais para coibir crimes desta natureza e oferecer proteção às vítimas, que muitas vezes convivem com o agressor dentro de casa.