Mulher de 23 anos é encontrada morta em casa no Recanto das Emas; companheiro é ouvido
Mulher de 23 anos morta em casa no Recanto das Emas

Mulher de 23 anos é encontrada morta em residência no Recanto das Emas

Ane Caroline Alves Loseiro Lopes, de 23 anos, foi encontrada morta dentro da casa onde residia com o companheiro, Max Luan Vargas Silva, de 33 anos, na madrugada de segunda-feira (16), no Recanto das Emas, Distrito Federal. O caso, que está sob investigação da Polícia Civil, mobilizou familiares e autoridades locais, levantando questões sobre violência doméstica.

Detalhes do ocorrido e relatos familiares

Segundo informações da família da vítima, Ane e Max estavam em um relacionamento há aproximadamente um ano e meio. Na manhã de terça-feira (17), por volta das 9h, Max Silva entrou em contato com a mãe de Ane através de uma chamada de vídeo, afirmando que a mulher estava desacordada no chão. Imediatamente, a mãe solicitou que dois familiares que moram em Ceilândia se dirigissem ao local.

Ao chegarem à residência, os familiares encontraram Ane já sem vida. Eles relataram que a jovem apresentava marcas visíveis nos braços e nas pernas, o que aumentou as suspeitas sobre as circunstâncias da morte. Um parente, que preferiu não se identificar, revelou que o casal tinha um histórico de conflitos e agressões.

"A gente sabe que toda vez que eles bebiam, eles se agrediam. A mãe dela passou uma vez que ele agrediu ela, que deslocou o maxilar. A gente tem foto dela no hospital pra repor o maxilar de volta", afirmou o familiar, destacando episódios anteriores de violência.

Investigação policial e versão do companheiro

Tanto os parentes da vítima quanto Max Silva compareceram à 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, para prestar depoimentos. O advogado de defesa de Max declarou que seu cliente nega qualquer tipo de agressão e explicou que ele dormiu em um quarto separado na noite do ocorrido. Segundo a defesa, ao acordar, Max encontrou Ane caída no chão e imediatamente acionou a família.

Após ser ouvido pelas autoridades, Max Silva foi liberado. A polícia informou que, até o momento, não há elementos suficientes para determinar a prisão dele, mas as investigações continuam para esclarecer os fatos. A delegacia está analisando as evidências e os depoimentos para entender se houve crime ou se a morte ocorreu por outras causas.

Contexto de violência doméstica e canais de denúncia

Este caso ressalta a gravidade da violência contra a mulher, um problema persistente no Brasil. Para combater essa realidade, existem diversos canais de denúncia disponíveis no Distrito Federal e em todo o país, oferecendo suporte e proteção às vítimas.

  • Polícia Militar: Ligue para o número 190, disponível 24 horas por dia, com atendimento gratuito. Uma viatura é enviada ao local para assistência imediata.
  • Polícia Civil: Utilize o número 197 ou a delegacia eletrônica para denúncias anônimas e gratuitas. As delegacias físicas também estão abertas para registros.
  • Delegacias Especializadas (DEAM): O DF conta com duas unidades que funcionam 24 horas: DEAM I na Asa Sul (telefones: 61 3207-6172, 3207-6195, 98362-5673) e DEAM II em Ceilândia (61 3207-7391, 3207-7408).
  • Central de Atendimento à Mulher: Disque 180, um serviço gratuito do Ministério das Mulheres que oferece orientação sobre direitos e encaminha denúncias.
  • Defensoria Pública do DF: Ligue para 129, com atendimento específico para mulheres em situação de violência, de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

Medidas protetivas e importância da prevenção

As medidas protetivas são uma ferramenta crucial para proteger mulheres em risco, podendo ser solicitadas mesmo sem agressão física comprovada. Situações como ciúme excessivo, perseguição ou controle patrimonial já justificam a solicitação. No DF, o pedido pode ser feito na Polícia Civil, via delegacia eletrônica ou pelo 197, e é analisado por um juiz em até 48 horas.

É fundamental que as vítimas busquem ajuda e denunciem, pois o descumprimento de medidas protetivas configura crime. A sociedade e as autoridades devem trabalhar juntas para prevenir tragédias como a de Ane Caroline, promovendo conscientização e apoio às mulheres em vulnerabilidade.