Médico invade festa de carnaval e agride ex-namorada em Ubajara, no Ceará
Médico invade festa e agride ex-namorada em Ubajara (18.02.2026)

Médico invade festa de carnaval e agride ex-namorada em Ubajara, no Ceará

Um médico invadiu uma festa de carnaval e agrediu a ex-namorada em Ubajara, no Ceará, revelando um histórico de violência doméstica que se estendeu por anos. A mulher, de 39 anos, relatou que nunca teve coragem de denunciar o agressor durante o relacionamento, mas após o incidente deste domingo (15), conseguiu uma medida protetiva contra ele.

Histórico de perseguição e agressões

A vítima explicou ao g1 que estava separada do médico há dez meses, após um relacionamento de cinco anos. Desde o término, ele passou a perseguir a ex-namorada, frequentando locais onde sabia que ela estaria para provocar conflitos. "Ele já havia me agredido, mas eu nunca tive coragem de denunciar. Espero que outras mulheres tenham coragem também [de denunciar], antes que o pior aconteça", disse a mulher.

Incidente na festa de carnaval

Neste domingo (15), o homem, de 37 anos, invadiu uma festa realizada em uma residência no município de Ubajara, na Serra da Ibiapaba. A ex-namorada estava com familiares e amigos no local. Em vídeo gravado durante a festa, é possível ver o médico sendo contido por outro homem. Em um momento, ele consegue se aproximar da ex-companheira e desfere um tapa nela, fazendo-a cair sobre uma mesa e depois no chão.

Testemunhas relataram que a festa acontecia na casa de um primo do médico, que não foi convidado devido ao histórico de perseguição. Ainda assim, ele compareceu e proferiu ofensas verbais durante o evento. "A sorte é que a minha amiga fez o vídeo. Senão, iria ficar sem provas concretas", afirmou a vítima.

Novas ameaças e investigações

Após a agressão, a mulher registrou boletim de ocorrência, e o caso é investigado pela Polícia Civil como violência doméstica. Na segunda-feira (16), o médico foi até a casa da ex-namorada em Ubajara e fez novas ameaças. A filha e o genro da vítima foram até a porta, e o agressor saiu ao ver o genro. "Graças a Deus, não estávamos sozinhas", relatou a mulher.

Desde então, o médico não foi mais localizado, estando desaparecido até a manhã desta quarta-feira (18). "A população está revoltada, querendo fazer justiça com as próprias mãos. Creio eu que tão cedo ele não vai aparecer", comentou a vítima, que ainda está abalada com a agressão.

Apelo por denúncias e conscientização

A vítima fez um apelo para que outras mulheres em situações similares tenham coragem de denunciar. "Eu gostaria que outras mulheres, que passam diariamente por isso, tenham coragem de denunciar, pois o feminicídio está sempre acontecendo", acrescentou. A Polícia Civil continua investigando o caso, enfatizando a importância de medidas protetivas e ações legais contra a violência doméstica.