Mulher é assassinada pelo ex-companheiro em Rio Negrinho após término de relacionamento
Uma mulher foi morta a tiros pelo ex-companheiro na segunda-feira, dia 16, na zona rural de Rio Negrinho, localizada na região norte de Santa Catarina. A vítima, identificada como Pricila Maria Dolla Gomes, de 37 anos, foi atingida por dois disparos na região do tórax e faleceu no local do crime, conforme informações das polícias Civil e Militar do estado.
Suspeito tenta suicídio após cometer o crime e está internado em estado grave
Após assassinar a ex-companheira, o homem, de 28 anos, atirou contra a própria cabeça em uma tentativa de suicídio. Entretanto, ele não veio a óbito e foi socorrido, sendo internado sob escolta policial na Fundação Hospitalar de Rio Negrinho. O estado de saúde do suspeito é considerado grave, de acordo com a Polícia Militar.
Motivação do crime foi a recusa em aceitar o fim do relacionamento
Investigadores apontam que a motivação para o feminicídio foi o inconformismo do suspeito com o término da relação. Testemunhas relataram que Pricila e o homem namoravam há aproximadamente seis meses, mas ela decidiu encerrar o namoro, e ele não aceitou a separação, culminando no crime fatal.
Chamada de vídeo registra momentos antes do assassinato
Antes de cometer o crime, o suspeito fez uma chamada de vídeo para um familiar, e as imagens, que circularam nas redes sociais, mostram o homem armado enquanto a vítima tenta acalmá-lo e implora pela própria vida. Pricila é ouvida pedindo "por favor" e mencionando que tem um filho para criar, dizendo: "Solta a arma, por favor. Eu não vou mexer nela. Você sabe que eu tenho medo. Por favor, eu tô pedindo. Eu tenho um filho". Na sequência, o homem aponta a arma para ela e encerra a ligação.
A polícia investiga se os tiros contra Pricila foram disparados logo após o término da chamada. O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Santa Catarina, e como o nome do suspeito não foi divulgado oficialmente, não foi possível localizar sua defesa para um posicionamento.
Autoridades reforçam canais de denúncia em casos de violência
Em situações de violência contra mulheres, as autoridades lembram a importância de denunciar através dos números 190, para emergências policiais, 180, da Central de Atendimento à Mulher, e 100, para violações de direitos humanos. A Lei Maria da Penha pode ser aplicada em agressões cometidas por parceiros, ex-companheiros ou familiares.
Para aqueles que enfrentam pensamentos suicidas, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio 24 horas pelo telefone 188, além de atendimento por e-mail, chat e presencial em mais de 120 postos em todo o Brasil.