Ex-marido é suspeito de esfaquear diarista 16 vezes no Acre; vítima tinha medida protetiva
Ex-marido esfaqueia diarista 16 vezes no Acre; vítima com medida protetiva

Ex-marido é suspeito de esfaquear diarista 16 vezes no interior do Acre

A diarista Ocileide Alipe Coutinho, de 41 anos, foi brutalmente atacada pelo ex-marido José Maria Ferreira de Oliveira, de 48 anos, na manhã desta quarta-feira (18), no bairro Eugênio Augusto Areal, em Sena Madureira, interior do Acre. O suspeito fugiu após o crime e está sendo procurado pela polícia, que realiza buscas integradas na região.

Vítima tinha medida protetiva e denúncia anterior

Segundo informações da Polícia Civil, Ocileide já havia denunciado o ex-companheiro por lesão corporal e possuía uma medida protetiva contra ele. O delegado Thiago Parente confirmou que a vítima sofreu 16 facadas, com golpes no braço e na região abdominal, mas os ferimentos foram superficiais e não atingiram órgãos ou artérias vitais.

"Ela está estável e vamos ouvi-lá daqui a pouco no hospital", explicou o delegado, acrescentando que, caso o suspeito seja encontrado, ele será preso provisoriamente.

Crime pode ter sido premeditado, segundo investigações

O delegado Thiago Parente suspeita que o crime tenha sido planejado com antecedência, pois o suspeito está "muito bem escondido". Ele também mencionou que José Maria é usuário de drogas e pode ter estado sob efeito de entorpecentes no momento do ataque.

O crime ocorreu na residência onde Ocileide trabalhava como diarista. O ex-marido chegou ao local alegando querer conversar, mas iniciou uma discussão, invadiu a casa e atacou a vítima com uma faca. Os gritos foram ouvidos pela dona da casa, que conseguiu intervir e conter o homem momentaneamente, mas ele fugiu rapidamente.

Contexto de violência contra mulheres no Acre

Este caso ocorre em um ano marcado por um aumento alarmante de feminicídios no estado. Em 2025, o Acre já registrou 14 feminicídios, tornando-se o ano mais letal desta década para mulheres na região. Especialistas apontam que assassinatos em público muitas vezes revelam tentativas de controle, defesa da honra e ódio às mulheres.

A vítima foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada para o Hospital João Câncio Fernandes, onde seu quadro de saúde é considerado estável.

Canais de denúncia e apoio disponíveis

Para combater a violência contra a mulher, a Polícia Militar do Acre disponibiliza vários números de telefone para denúncias, incluindo:

  • (68) 99609-3901
  • (68) 99611-3224
  • (68) 99610-4372
  • (68) 99614-2935

Além disso, outras formas de denúncia incluem:

  1. Polícia Militar - 190: para situações de risco imediato.
  2. Samu - 192: para pedidos de socorro urgentes.
  3. Delegacias especializadas no atendimento a mulheres.
  4. Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) do Acre: telefone (68) 99930-0420.
  5. Disque 100: para denúncias anônimas de violações de direitos humanos.
  6. WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656-5008.

Profissionais de saúde também têm a obrigação de fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência, encaminhando as informações aos conselhos tutelares e à polícia.