Condenação por tentativa de feminicídio e furto em Varginha atinge 12 anos de prisão
Um homem foi condenado a 12 anos e 7 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de tentativa de feminicídio e furto cometidos em junho de 2022, na cidade de Varginha, localizada no estado de Minas Gerais. A decisão judicial, proferida pelo Tribunal do Júri, também estabeleceu que a vítima seja indenizada em R$ 10 mil por danos materiais e morais sofridos durante o ataque violento.
Detalhes do ataque brutal contra ex-companheira
O réu, identificado como Richard dos Santos, invadiu a residência de sua ex-companheira e a atacou com uma faca, causando ferimentos graves em diversas partes do corpo. Segundo as informações do processo, a mulher conseguiu escapar do agressor com a ajuda de sua cadela da raça pitbull, que interveio durante a agressão. As lesões foram tão severas que a vítima perdeu parte dos movimentos da mão esquerda, o que a impediu de continuar exercendo sua profissão como açougueira.
Após o ataque, Richard dos Santos ainda cometeu furto ao utilizar o veículo da vítima para fugir do local do crime. O caso foi julgado na quarta-feira, 25 de março, no Fórum de Varginha, onde o promotor de Justiça Oziel Bastos de Amorim atuou na acusação, defendendo a condenação pelos crimes cometidos.
Crimes qualificados e decisão judicial
O homem foi condenado especificamente pelos crimes de furto e tentativa de homicídio triplamente qualificado. As qualificadoras incluem motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e violência contra mulher em razão do gênero, caracterizando a tentativa de feminicídio. A tese da acusação foi integralmente acolhida pelos jurados, resultando na pena de 12 anos e 7 dias de prisão.
A decisão judicial reforça a gravidade dos crimes de violência doméstica e destaca a importância da atuação do Ministério Público na defesa das vítimas. O caso ocorreu em Varginha, cidade conhecida no Sul de Minas Gerais, e serve como alerta para a necessidade de combate à violência contra mulheres.
Além da pena privativa de liberdade, a condenação determina o pagamento de indenização à vítima, reconhecendo os danos físicos e psicológicos sofridos. A mulher, que teve sua vida profissional drasticamente afetada pelas sequelas do ataque, agora aguarda o cumprimento da sentença e a reparação pelos prejuízos causados.



