Um casal foi baleado ao tentar socorrer uma vizinha vítima de violência doméstica em Porto Alegre, em um episódio que chocou a comunidade local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu o suspeito, de 33 anos, em Laguna, Santa Catarina, no fim da tarde de quinta-feira (26), após ele fugir do local do crime.
Detalhes do incidente
O agressor, cujo nome não foi divulgado, teria disparado contra o próprio irmão e o cunhado quando eles intervieram para ajudar a esposa dele, que sofria agressões. Os quatro envolvidos residem no mesmo terreno, mas em casas separadas, o que facilitou o rápido desenrolar da confusão.
Fuga e prisão
Após os tiros, o homem fugiu em um veículo, percorrendo cerca de 350 quilômetros até Laguna, onde foi localizado e detido pelas autoridades. A polícia solicitou a prisão preventiva do suspeito e aguarda uma decisão do Poder Judiciário sobre o caso.
Estado das vítimas
O casal ferido permanecia internado no Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, conforme atualização obtida pela RBS TV nesta sexta-feira (27). A mulher, vítima inicial da violência doméstica, foi encaminhada a uma delegacia, onde registrou ocorrência e buscou medidas protetivas.
Investigação dividida
A investigação será conduzida em duas frentes distintas:
- A dupla tentativa de homicídio ficará sob responsabilidade da 6ª Delegacia de Homicídios.
- Os casos de violência doméstica contra a companheira serão apurados pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Como denunciar violência doméstica
Em casos de violência doméstica, é crucial agir rapidamente:
- Se a ocorrência estiver em andamento, ligue para o 190 da Brigada Militar.
- Se a violência já aconteceu, a vítima deve ir a uma Delegacia da Mulher ou qualquer delegacia para registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas.
- Alternativamente, é possível usar a Delegacia Online para registrar ocorrências e pedir medidas protetivas.
- A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo telefone 180.
- A Defensoria Pública oferece orientações sobre direitos e consulta a advogados pelo 0800-644-5556.
Este caso reforça a importância da solidariedade comunitária e dos canais de denúncia disponíveis para combater a violência contra mulheres, um problema persistente na sociedade brasileira.



