Acusados de estupro coletivo no Rio tinham histórico de violência em colégio tradicional
Acusados de estupro coletivo tinham histórico violento em colégio

Acusados de estupro coletivo no Rio tinham histórico de violência em colégio tradicional

Dois dos cinco jovens indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, já haviam recebido advertências e suspensões por comportamento inadequado no Colégio Pedro II, unidade Humaitá II, onde estudam. O caso, que chocou a cidade, revela um histórico de má conduta que antecedeu o crime grave.

Histórico disciplinar e processo em andamento

Victor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um menor de idade de 17 anos, suposto ex-namorado da vítima, são os dois acusados com passagem disciplinar na escola. Além das advertências e suspensões anteriores, eles também respondem a um processo disciplinar que investiga um episódio de agressão ocorrido dentro da própria instituição de ensino.

A reitoria do Colégio Pedro II e a direção do campus Humaitá II confirmaram que um novo processo administrativo foi aberto em decorrência do caso de estupro. Esse procedimento pode resultar na expulsão dos estudantes envolvidos. Em nota oficial, a escola reiterou que "repudia toda forma de violência" e expressou que toda a comunidade escolar está "indignada com o ocorrido".

Detalhes do crime e investigações policiais

O estupro coletivo aconteceu no dia 31 de janeiro, em um apartamento localizado no nobre bairro de Copacabana. Os acusados são:

  • Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos
  • Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos
  • João Gabriel Bertho Xavier, 19 anos
  • Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos

O adolescente de 17 anos envolvido no caso, que é menor de idade, foi alvo de um mandado de busca e apreensão e está sob investigação supervisionada pela Vara da Infância e da Adolescência.

Procedimentos legais e operação policial

A vítima procurou a 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana para prestar queixa. Ela realizou exame de corpo de delito, que identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo:

  1. Infiltrado hemorrágico (acúmulo de sangue)
  2. Escoriação na região genital
  3. Sangramento vaginal
  4. Manchas nas regiões dorsal e glútea

Materiais biológicos foram coletados para exames genéticos que podem corroborar as acusações. O Ministério Público do Rio de Janeiro já apresentou denúncia por estupro com concurso de pessoas, e o Tribunal de Justiça expediu mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.

No último sábado, a polícia deflagrou a operação "Não é Não" para cumprir os mandados de prisão, mas nenhum dos quatro jovens maiores de idade foi encontrado durante a ação. As buscas continuam em andamento enquanto as investigações aprofundam os detalhes desse caso que envolve violência sexual e histórico disciplinar em ambiente escolar.