UE barra carne brasileira por uso excessivo de antimicrobianos na pecuária
UE barra carne do Brasil por excesso de antimicrobianos

A União Europeia anunciou nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e animais para o bloco. A decisão foi motivada pelo não cumprimento das regras de controle do uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A medida, que entra em vigor em 3 de setembro, faz parte de uma estratégia mais ampla para combater a resistência antimicrobiana, classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais ameaças globais à saúde pública.

O que é a resistência antimicrobiana?

A resistência antimicrobiana ocorre quando microrganismos como bactérias, fungos e vírus sofrem mutações e deixam de responder aos medicamentos desenvolvidos para eliminá-los. O uso indiscriminado de antibióticos na pecuária acelera esse processo, tornando infecções mais difíceis de tratar. A União Europeia, desde 2017, tem adotado medidas alinhadas ao conceito de "Saúde Única", que integra saúde humana, animal e ambiental.

Impactos globais da resistência antimicrobiana

Segundo a OMS, a resistência antimicrobiana causa diretamente 1,27 milhão de mortes por ano e contribui para outras 4,95 milhões. Infecções comuns, como as do trato urinário causadas pela bactéria Escherichia coli, já apresentam resistência aos antibióticos padrão em 20% dos casos. Além disso, os impactos econômicos são significativos: a Comissão Europeia estima custos adicionais de saúde de US$ 1 trilhão por ano até 2050 e perdas no PIB global entre US$ 1 trilhão e US$ 3,4 trilhões anuais até 2030.

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Reação do Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro manifestou surpresa com a decisão e afirmou que tomará todas as medidas necessárias para reverter a exclusão. Em nota, o ministério disse que recebeu a notícia com surpresa e que buscará diálogo com as autoridades europeias para adequar as práticas nacionais às exigências do bloco.

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