Um homem de 30 anos foi preso em Manaus, na quarta-feira (14), suspeito de cometer estupro de vulnerável contra a própria sobrinha, uma criança de apenas 8 anos de idade. A prisão preventiva foi decretada pelo Judiciário após o suspeito passar a ameaçar a vítima e sua mãe durante as investigações.
Detalhes do crime e das ameaças
De acordo com a delegada Kássia Evangelista, responsável pelo caso, os abusos sexuais teriam começado no início de 2025. O tio, cuja identidade não foi revelada, morava com a família da vítima na capital amazonense e auxiliava nos cuidados com a menina.
Segundo o relato da mãe, que fez a denúncia, o homem aproveitava os momentos em que ela e o pai da criança se ausentavam de casa – em situações como consultas médicas – para cometer os crimes. "Nessas ocasiões, ele aproveitava os momentos a sós para cometer os abusos", explicou a delegada.
A criança confirmou todos os atos em depoimento especial. Ela revelou que o tio a manipulava, dizendo que a mãe ficaria brava se descobrisse, para que guardasse segredo.
Prisão preventiva no bairro Novo Israel
As investigações tomaram um rumo mais grave quando o suspeito descobriu que estava sendo investigado. Ele então iniciou uma campanha de ameaças contra a vítima e sua mãe. O homem exigia que a menina "provasse" suas acusações e utilizava intermediários para enviar mensagens e fazer ligações telefônicas intimidatórias.
"Diante das ameaças, pedimos ao Judiciário a prisão preventiva do homem. A ordem foi decretada e cumprida na manhã de quarta-feira, no bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus", completou a delegada Kássia Evangelista. O homem agora responde pelos crimes e permanece à disposição da Justiça.
Como identificar sinais e proteger as crianças
Casos como este, que ocorrem no ambiente doméstico e são praticados por pessoas próximas, destacam a importância de os familiares e responsáveis estarem atentos a possíveis sinais de violência sexual infantil. A proteção exige vigilância e conhecimento.
Alguns sinais de alerta que podem indicar abuso incluem:
- Mudanças bruscas de comportamento, como agressividade, medo excessivo ou retraimento.
- Regressão a comportamentos infantis, como voltar a fazer xixi na cama.
- Conhecimento ou interesse repentino e inadequado sobre questões sexuais.
- Resistência ou pavor de ficar sozinho com uma pessoa específica.
- Sinais físicos, como dor, coceira ou feridas nas regiões íntimas.
A melhor proteção é a prevenção. É fundamental manter um diálogo aberto e de confiança com a criança, usando linguagem apropriada para sua idade, para que ela se sinta segura em relatar qualquer situação desconfortável. Ensinar sobre as partes do corpo e os limites do toque, explicando que segredos que a deixam triste ou com medo não devem ser guardados, também são medidas essenciais.
Qualquer suspeita deve ser imediatamente comunicada às autoridades através dos canais de denúncia, como o Disque 100. A omissão diante de uma possível situação de abuso pode perpetuar a violência e causar danos profundos e duradouros à vítima.