O primeiro dia de 2026 foi marcado por dois crimes graves de violência sexual no município de Muaná, localizado no arquipélago de Marajó, no estado do Pará. As ações policiais resultaram na prisão de um homem por duas tentativas de estupro cometidas no mesmo dia, além da prisão preventiva de outro indivíduo acusado de estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos.
Duas tentativas de estupro em poucas horas
Na manhã de quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, uma mulher que retornava de uma festa de Réveillon foi abordada na rua por um homem. Segundo o relato registrado na delegacia, o suspeito agrediu fisicamente a vítima e tentou estuprá-la em via pública. A intervenção da irmã da vítima e de outras pessoas que circulavam pelo local impediu a consumação do crime.
Enquanto esse primeiro boletim de ocorrência era registrado, uma segunda vítima chegou à mesma delegacia para relatar um episódio semelhante, ocorrido horas depois e atribuído ao mesmo agressor. Ela contou que estava dormindo no pátio da casa de familiares, com o portão aberto, quando acordou com o homem tentando agredi-la sexualmente. Parentes que estavam no local intervieram, e o suspeito fugiu.
Operação conjunta e prisão em flagrante
Diante dos dois relatos, as polícias Civil e Militar iniciaram uma operação conjunta para localizar o suspeito. No final da tarde do mesmo dia, ele foi encontrado e preso em flagrante delito na cidade de Muaná. Os exames periciais realizados posteriormente confirmaram as agressões sofridas pelas duas mulheres. Ambas as vítimas solicitaram medidas protetivas à Justiça.
Caso paralelo: estupro de vulnerável e gravidez
Em um caso separado, mas também ocorrido em Muaná, a polícia cumpriu na terça-feira, 30 de dezembro, um mandado de prisão preventiva contra um homem de 21 anos. Ele é acusado do crime de estupro de vulnerável majorado contra uma menina de apenas 11 anos.
As investigações revelaram uma situação chocante: a criança era mantida vivendo com o acusado como se fosse sua "esposa". A vítima chegou a engravidar do agressor, mas sofreu um aborto espontâneo. O homem já havia sido preso em flagrante pelo mesmo crime e liberado posteriormente com medidas cautelares. No entanto, ele violou as condições impostas pela Justiça e voltou a conviver com a menina, o que motivou o decreto de sua prisão preventiva.
Reflexos na segurança pública
Os casos, ocorridos em um curto intervalo de tempo na mesma cidade, acendem um alerta sobre a violência sexual contra mulheres e vulneráveis no estado. Eles demonstram a importância da atuação rápida das forças policiais e da eficácia das medidas protetivas, mas também expõem a gravidade de crimes que muitas vezes ocorrem no ambiente doméstico ou em situações de confiança.
A atuação da Polícia Civil e da Polícia Militar do Pará foi fundamental para a prisão dos envolvidos. A sociedade local aguarda agora o andamento dos processos judiciais contra os dois acusados, esperando que a Justiça seja aplicada com rigor para coibir novos crimes desta natureza.