Dólar registra menor cotação em quase dois anos no mercado brasileiro
O dólar comercial fechou a segunda-feira, dia 23 de fevereiro de 2026, com uma queda expressiva, atingindo o valor de R$ 5,16. Este patamar representa a menor cotação da moeda norte-americana em quase dois anos, especificamente desde o ano de 2024, marcando um momento significativo no cenário econômico brasileiro.
Leve recuperação na terça-feira mantém moeda em patamar baixo
Na manhã desta terça-feira, 24 de fevereiro, o dólar apresentou uma leve alta, sendo negociado a R$ 5,18 durante a abertura dos mercados. Apesar desta pequena recuperação, a moeda permanece em um nível historicamente baixo, refletindo as recentes dinâmicas do mercado financeiro internacional.
Analistas econômicos apontam que a queda acentuada do dólar é uma consequência direta das mudanças implementadas no chamado tarifaço de Trump. As novas políticas tarifárias do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm gerado impactos substanciais nas relações comerciais globais, influenciando diretamente as cotações das moedas em diversos países, incluindo o Brasil.
Contexto internacional e implicações para a economia brasileira
O movimento de desvalorização do dólar frente ao real ocorre em um momento de ajustes nas tarifas comerciais internacionais. As decisões tomadas pela administração Trump têm sido acompanhadas de perto por investidores e governos ao redor do mundo, criando um ambiente de incerteza e volatilidade nos mercados cambiais.
Para a economia brasileira, um dólar mais baixo pode trazer tanto benefícios quanto desafios:
- Redução do custo de importações, beneficiando setores que dependem de insumos estrangeiros.
- Pressão sobre as exportações, pois produtos brasileiros ficam mais caros no mercado internacional.
- Impacto na inflação, com possível redução nos preços de produtos importados.
- Alterações no fluxo de investimentos estrangeiros diretos no país.
Especialistas alertam que a situação requer monitoramento constante, pois mudanças abruptas nas políticas comerciais dos Estados Unidos podem provocar novas oscilações no câmbio nas próximas semanas.
Perspectivas para o mercado cambial brasileiro
O comportamento do dólar nos próximos dias dependerá de vários fatores, incluindo a evolução das negociações comerciais internacionais, as decisões do Banco Central brasileiro sobre a taxa de juros e os indicadores econômicos tanto do Brasil quanto dos Estados Unidos. A volatilidade observada recentemente sugere que os investidores devem se preparar para possíveis ajustes nas posições cambiais.
Enquanto isso, autoridades econômicas brasileiras acompanham atentamente o cenário, buscando equilibrar os efeitos da valorização do real com os objetivos de crescimento econômico e controle inflacionário. A interação entre políticas domésticas e fatores externos continuará a definir o ritmo das cotações do dólar no mercado brasileiro.