Casos de maus-tratos em creche de Iacanga aumentam: oito denúncias registradas
Creche de Iacanga: oito denúncias de maus-tratos a crianças

Casos de maus-tratos em creche de Iacanga aumentam: oito denúncias registradas

A situação na Escola Municipal Maria Aparecida Andozia Castro, localizada em Iacanga, no interior de São Paulo, tornou-se ainda mais grave com o registro de três novos boletins de ocorrência por maus-tratos contra funcionárias da instituição. Com essas novas ocorrências, o total de denúncias formais subiu para oito, todas feitas por mães que alegam agressões a crianças dentro da creche.

Detalhes das novas denúncias

As novas ocorrências, registradas entre o dia 30 de janeiro e esta quarta-feira, 4 de fevereiro, envolvem três crianças: duas com dois anos de idade e uma com três anos. As mães compareceram à delegacia acompanhadas pelo Conselho Tutelar do município, que tem desempenhado um papel crucial na orientação das famílias.

Uma das denunciantes relatou à polícia que, assim como nos casos anteriores, soube da situação após o Conselho Tutelar apresentar imagens das câmeras de segurança. Nas gravações, o filho dela aparece sendo forçado a comer, com as agressões supostamente ocorrendo no dia 22 de dezembro.

O segundo caso aconteceu nos dias 7 e 9 de janeiro. De acordo com a mãe, também após assistir às imagens com o Conselho Tutelar, a funcionária segurou a cabeça da criança, deu um tapa em sua mão, empurrou com força a cadeira em que ela estava sentada e a obrigou a comer. A mãe destacou que, após esses episódios, o menino passou a apresentar comportamento agressivo, um sinal preocupante do impacto psicológico.

O terceiro registro foi feito na última sexta-feira, 30 de janeiro, e se refere a fatos ocorridos entre outubro e novembro de 2025. A mãe relatou que a criança chorava para ir à creche e dizia que a “tia era má”, indicando, por gestos, que a cuidadora a batia na cabeça. No entanto, o Conselho Tutelar tentou acessar as imagens da época, mas foi informado de que os vídeos não são armazenados por mais de 45 dias, o que dificulta a investigação.

Histórico de agressões na instituição

Antes dessas novas ocorrências, quatro mães já haviam registrado boletim de ocorrência após assistirem às imagens das câmeras de segurança. As gravações mostrariam uma funcionária empurrando crianças, forçando a alimentação e dando tapas. Posteriormente, uma quinta mãe também denunciou uma segunda funcionária depois que vídeos mostraram uma criança sendo chacoalhada com força dentro da unidade.

Após assistirem aos vídeos, os responsáveis pelas crianças foram orientados pelo Conselho Tutelar a procurar a polícia. As gravações, que não foram divulgadas publicamente, foram solicitadas pela Polícia Civil, que instaurou um termo circunstanciado, procedimento semelhante a um inquérito policial para apurar os fatos.

Resposta das autoridades

Em nota, a prefeitura de Iacanga informou que as funcionárias citadas nas denúncias foram afastadas de suas funções. Além disso, a Prefeitura abriu um procedimento administrativo para investigar minuciosamente as acusações, demonstrando uma postura de responsabilidade perante a gravidade dos casos.

Esse aumento no número de denúncias levanta sérias questões sobre a segurança e o bem-estar das crianças em instituições de educação infantil, destacando a importância de monitoramento rigoroso e ações preventivas.