O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu prisão domiciliar às influenciadoras digitais Ranielly Carvalho, Amanda Faria e Adrielly Araújo, que são mães de crianças pequenas. As decisões foram assinadas pelo ministro Sebastião Reis Júnior e incluem o uso de tornozeleira eletrônica, além de restrições quanto ao uso de dispositivos de comunicação. A influenciadora Laís Ramos também teve sua prisão preventiva substituída pela domiciliar.
Esquema milionário
Elas e outras sete pessoas são investigadas por participação em um esquema de lavagem de dinheiro associado ao chamado “jogo do tigrinho”, que teria movimentado aproximadamente R$ 260 milhões em dois anos. A comunicadora Ranielly Carvalho é mãe de uma criança de 7 anos. Amanda Faria, também mãe, é a única responsável por um menino de 8 anos. Já Adrielly Araújo tem dois filhos, de 5 e 10 anos.
Fundamento legal
Ao conceder a prisão domiciliar, o ministro considerou que a legislação brasileira presume que crianças menores de 12 anos necessitam dos cuidados maternos, desde que os crimes investigados não envolvam violência. Essa medida visa proteger o bem-estar dos menores.
Operação Mantus
A prisão das cinco influenciadoras e de Patrik Adhan (27 anos), Vitória Reis (26), Gildázio Cardoso (25) e Dione Santos (marido de Adrielly) ocorreu no dia 27 de abril, durante a operação Mantus, da Polícia Civil de Roraima. A ação desarticulou um esquema de crimes contra o consumidor e lavagem de dinheiro ligado à divulgação do jogo do tigrinho. Ao todo, oito pessoas foram presas, sendo sete influenciadores e Dione.
Outros envolvidos
Além dos criadores de conteúdo, o grupo investigado inclui o empresário Ruissian Ferreira, a influenciadora Vick Paixão e a esteticista Juliana Lima, que foram alvos de busca e apreensão. O empresário Ruissian Ferreira Braga Ribeiro, de 28 anos, também foi preso por posse irregular de munição durante o cumprimento do mandado, mas foi solto após pagar fiança de mais de R$ 48 mil.
Bens bloqueados
Durante a operação, houve sequestro de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de valores que podem chegar a R$ 68 milhões nas contas bancárias dos envolvidos. A Justiça continua investigando o caso.



