O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) declarou ilegal a greve dos servidores municipais de Florianópolis, que já se estende por mais de uma semana. A decisão, proferida na quinta-feira (30), determina a retomada dos serviços em até 24 horas, sob pena de multa. O pedido foi feito pela prefeitura da capital catarinense.
Sindicato ainda não foi notificado
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) informou à NSC TV que ainda não recebeu notificação oficial da Justiça. Por isso, a greve continua nesta sexta-feira (1º). Uma nova assembleia está marcada para a próxima segunda-feira (4).
Negociações em andamento
As negociações entre as partes ocorrem desde março, mas a prefeitura condiciona o retorno das conversas à retomada das atividades pelos servidores. A categoria entrou em greve na quinta-feira (23) e reivindica melhores condições de trabalho, alegando que o governo não atendeu à pauta de reivindicações durante as negociações. A prefeitura de Florianópolis afirma que tem mantido diálogo e cumprido integralmente os acordos firmados.
Impactos nos serviços
Educação: Das 41 Escolas Básicas Municipais (EBMs), 37 estão com atendimento e 4 sem atendimento, com 32,3% dos profissionais em greve. Nos Núcleos de Educação Infantil Municipal (NEIMs), 72 unidades funcionam normalmente, 12 estão paralisadas e 36,1% dos profissionais aderiram à paralisação.
Saúde: O percentual de profissionais em greve em todos os serviços é de 16,08%. Os centros de saúde com maior adesão são Novo Continente, Jurerê, Trindade e Rio Tavares. As UPAs tiveram baixa adesão, sem impacto significativo no funcionamento.
Na Escola de Educação Infantil Almirante Lucas Alexandre Boiteux, no centro de Florianópolis, apenas duas salas recebiam alunos nesta manhã. Já no Centro de Saúde do Monte Serrat, moradores relataram não ter conseguido se vacinar.
Reivindicações da categoria
Segundo o Sintrasem, a greve é motivada por diversos problemas enfrentados pelos trabalhadores. "Na saúde, o déficit de pessoal pressiona os atendimentos e expõe trabalhadores e usuários a situações de agressão. Na educação, faltam condições básicas de funcionamento, com problemas estruturais e insuficiência de materiais", afirmou o sindicato.
A prefeitura lamentou a decisão de greve e informou que está trabalhando para garantir que os serviços essenciais não sejam afetados. "Reforça também que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados. Como exemplo, a Prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC, além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários", destacou a administração municipal.



