O Governo do Pará decretou, nesta sexta-feira (1º), luto oficial de três dias em homenagem a Lucidéa Batista Maiorana, conhecida como Dona Déa, presidente do Grupo Liberal. Ela faleceu na quinta-feira (30), aos 91 anos, em São Paulo, onde residia nos últimos anos e recebia cuidados médicos. A causa da morte não foi divulgada.
Trajetória de vida
Nascida em 10 de maio de 1934, em Monte Alegre, no oeste do Pará, Déa teve uma infância marcada por dificuldades. De origem humilde, passou parte dos primeiros anos em um orfanato. Ainda adolescente, mudou-se para Belém para morar com a avó, onde conheceu o jornalista e empresário Romulo Maiorana, seu vizinho. O casal teve sete filhos.
Legado empresarial
Viúva de Romulo Maiorana, Déa assumiu a presidência das empresas em 1986, após a morte do marido. Sob sua liderança, o Grupo Liberal enfrentou desafios de modernização tecnológica e se consolidou como referência na comunicação paraense. Em 1966, o casal adquiriu o jornal O Liberal, que estava prestes a fechar, transformando-o em um dos veículos mais influentes do país. Em 1976, Déa participou da fundação da TV Liberal, afiliada Globo no Pará.
Homenagens
Autoridades e entidades lamentaram o falecimento. O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA) destacou o incentivo dela à cultura e à educação, afirmando que seu legado permanece como exemplo de dedicação e compromisso com o desenvolvimento do estado. A Associação Comercial do Pará (ACP) lembrou que Déa era considerada uma das figuras mais influentes da sociedade paraense, sendo o principal elo de continuidade e unidade da família nos negócios.
O velório ocorre nesta sexta-feira (1º), no Cemitério e Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, São Paulo, com cerimônia e cremação restrita à família e amigos.



