Caso José Arthur: desaparecimento do bebê no Pará completa 1 mês sem respostas
Caso José Arthur: 1 mês sem respostas no Pará

O desaparecimento do bebê José Arthur Sousa Barros, de 1 ano e 6 meses, completou um mês nesta quinta-feira (26) sem que a família tenha respostas concretas sobre o paradeiro da criança. O caso ocorreu em Eldorado do Carajás, no sudeste do Pará, e mobilizou uma força-tarefa com drones, cães farejadores, mergulhadores e sonar da Marinha, mas as buscas foram encerradas.

Investigação em andamento

A Polícia Civil informou que já ouviu mais de 25 pessoas e analisou os celulares de todos os moradores da casa onde a criança desapareceu. Dois suspeitos, Roselândio Castro de Almeida e Evandro Firmino da Silva, estão presos preventivamente. Eles frequentavam a residência no dia 26 de março, quando o bebê sumiu. O inquérito corre em sigilo na Seccional de Eldorado do Carajás, sob supervisão da Superintendência Regional de Carajás. O Ministério Público do Pará acompanha o caso, e a polícia reforça que o objetivo é localizar o menino com vida.

Família clama por respostas

Na casa simples da Vila Peruana, às margens da BR-155, a rotina da família mudou drasticamente. Geiciara Souza Gonçalves, mãe de José Arthur, olha para o quarto onde dorme com os outros dois filhos, agora sem o caçula. “Saber, né, notícias do meu filho, de alguém ligar pra mim ‘olha, achamos o José Arthur, achamos ele, venham para o encontro dele’. Esse é o meu maior desejo de todos os dias, de acordar com essa boa notícia”, desabafa a mãe. A espera é marcada por dor e esperança. “Tá sendo muito lento. A gente vai na delegacia e não dão respostas de nada pra gente. Nem esclarecimento, nem nada. A gente precisa de respostas”, acrescenta.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Operação de buscas

Desde o desaparecimento, agentes da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Marinha do Brasil vasculharam um raio de cinco quilômetros em áreas de mata, beira de rio e locais apontados por denúncias anônimas. Foram utilizados drones, cães farejadores, mergulhadores e sonar. As buscas foram encerradas, mas a investigação continua, segundo o Ministério Público. A polícia apreendeu os celulares de todas as pessoas que moram na casa e os aparelhos passaram por análises, sendo devolvidos na última sexta-feira (24). O resultado da perícia deve sair ainda esta semana.

Região do desaparecimento

José Arthur vivia com a família em uma casa na Vila Peruana, próximo ao Assentamento Lourival Santana, na zona rural de Eldorado do Carajás, cidade distante 650 km de Belém. A região é caracterizada por vegetação densa, rios e a passagem da BR-155. As autoridades ainda não detalharam quem foi a última pessoa que o bebê teve contato, se ele estava sozinho ou as circunstâncias do sumiço. Informações podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia (181).

Desfecho aguardado

A família segue sem respostas e aguarda que o menino seja encontrado com vida. O caso continua sob sigilo, e a polícia trabalha para esclarecer os fatos. A comunidade local e as autoridades mantêm a esperança de que José Arthur seja localizado em breve.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar