A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) oficializou a convocação do suplente Wellington José para assumir o mandato do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), que foi preso pela Polícia Federal. O edital foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira, 22 de maio.
Gabinete dissolvido e reativado
Após a prisão de Thiago Rangel, a Alerj dissolveu seu gabinete e exonerou todos os servidores. O parlamentar passou a responder a um processo disciplinar no Conselho de Ética. Com a convocação do suplente, a estrutura será reativada e transferida ao novo titular.
Suspeitas de fraudes e crime organizado
Thiago Rangel está preso preventivamente sob suspeita de envolvimento em fraudes em contratos da Secretaria de Educação do estado e de conexões com o crime organizado. A defesa do deputado nega as irregularidades e afirma que qualquer conclusão antecipada é indevida.
Crise de imagem na Alerj
Diferentemente do que ocorreu em dezembro com o então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, o plenário da Alerj não deve aprovar a soltura de Rangel. A Assembleia enfrenta uma crise de imagem após a prisão de três deputados: TH Joias, Bacellar e agora Thiago Rangel. Há um esforço para evitar maior contaminação da imagem da instituição.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decretou a prisão, comunicou que a ordem deve ser mantida independentemente de qualquer deliberação do plenário da Alerj.
Novo presidente busca credibilidade
O novo presidente da Alerj assumiu como bandeira recuperar a credibilidade da Casa Legislativa. Pré-candidato ao governo, ele busca projetar uma imagem de austeridade e responsabilidade, em meio à preocupação de disputar pautas dominadas pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, que comanda o estado interinamente.



