A Justiça de São Paulo concedeu uma nova redução na pena do ex-jogador de futebol Robinho. A decisão, publicada na quarta-feira (14), aceitou um pedido de remição feito pela defesa do atleta, resultando no abatimento de 160 dias da sua sentença.
Detalhes da decisão e situação carcerária
Robinho está preso no Centro de Ressocialização de Limeira (SP) desde março de 2024. Ele foi condenado a nove anos de prisão pelo crime de estupro coletivo cometido em uma boate de Milão, na Itália, no ano de 2013. De acordo com seu advogado, Mario Rossi Vale, a redução foi concedida porque o ex-atacante trabalhou e estudou durante o período de reclusão.
Esta não é a primeira vez que a pena de Robinho é diminuída. Em novembro do ano passado, a Justiça já havia reduzido sua reprimenda em 69 dias. Na ocasião, a ação levou em conta a conclusão de 11 cursos, 464 horas de aulas do ensino médio e a leitura de cinco livros pelo ex-jogador.
Histórico do caso e condenação
O crime pelo qual Robinho responde ocorreu quando ele defendia o Milan. Em 2014, o atleta admitiu ter tido relações sexuais com a vítima, uma mulher albanesa, mas sempre negou a prática de violência sexual. O processo se arrastou por anos na Justiça italiana, que, em 2022, condenou o ex-jogador em última instância.
Como o Brasil não extradita seus cidadãos, a Itália solicitou que a sentença fosse cumprida em território brasileiro. Assim, Robinho foi julgado e condenado novamente no Brasil pelos mesmos fatos. Após sua prisão em março de 2024, ele foi transferido para a unidade em Limeira no dia 17 de novembro do mesmo ano.
Repercussões e contexto
A carreira de Robinho foi profundamente impactada pelo caso. Em 2020, mesmo após a condenação em primeira instância na Itália, ele acertou seu retorno ao Santos. No entanto, a pressão da torcida e da imprensa fez com que o clube rescindisse o contrato poucos dias depois.
O ex-atacante segue cumprindo pena no interior de São Paulo, onde continua a buscar benefícios legais, como a remição de pena por atividades produtivas e educacionais, conforme permitido pela legislação brasileira.