Vini Jr. lança escritório antirracista para apoiar vítimas de discriminação
Vini Jr. lança escritório antirracista

O atacante Vinícius Júnior, de 25 anos, anunciou a criação de um escritório de advocacia antirracista vinculado ao Instituto Vini Jr. A iniciativa foi divulgada nesta quarta-feira (13) nas redes sociais do jogador, em referência ao 13 de maio, data em que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, em 1888. Ao apresentar o projeto, o jogador afirmou que a proposta surge como uma forma de ampliar o apoio à luta por igualdade racial.

Objetivos do escritório antirracista

Inicialmente, o escritório deve atuar com suporte jurídico especializado em casos de racismo nas áreas de educação e esporte. A ideia é oferecer assistência legal para vítimas de discriminação, ampliando o alcance das ações do Instituto Vini Jr.

Declarações de Vini Jr.

"13 de maio pra mim representa força, realização e compromisso com as minhas raízes. Inspirado na data, tenho a alegria de anunciar o Escritório Antirracista, numa tabela com o meu Instituto, em nome de uma nova geração consciente de que não está sozinha na luta por igualdade", escreveu o jogador. A divulgação da iniciativa incluiu um vídeo em que Vinícius destacou a permanência do racismo e a necessidade de ações práticas para combatê-lo. "O racismo ainda prende, ainda machuca e ainda silencia. Em pequenos gestos... tento ajudar", afirmou. Em outro trecho, acrescentou: "A liberdade não chegou para todo mundo".

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Histórico de luta contra o racismo

Nos últimos anos, o atacante do Real Madrid, da Espanha, tornou-se um dos principais nomes do futebol no enfrentamento ao racismo, após sofrer uma série de ataques durante partidas na Europa. Os episódios tiveram repercussão internacional e ampliaram o debate sobre discriminação racial no esporte.

Caso mais recente

O caso mais recente aconteceu em fevereiro de 2026, durante um jogo da Liga dos Campeões da Europa. Vini Jr. denunciou ter sido alvo de ofensas racistas por parte do jogador argentino Prestianni, da equipe portuguesa Benfica, durante uma partida contra o Real Madrid no Estádio da Luz, em Lisboa. O brasileiro relatou ter sido chamado de "macaco" (mono) após marcar um gol e comemorar. O atacante francês Kylian Mbappé confirmou ter ouvido os xingamentos. A UEFA suspendeu Prestianni por seis partidas após investigar o caso de discriminação, e a FIFA também ampliou a sanção para competições de seleções, podendo afetar sua participação na Copa do Mundo de 2026.

Contexto adicional

Um estudo recente do World Weather Attribution (WWA) apontou que um quarto dos jogos da Copa do Mundo de 2026 deve acontecer em condições insalubres de calor. Para realizar o estudo, o WWA verificou o clima daquele ano nas sedes, datas e horários dos 104 jogos programados para junho e julho próximos, usando uma variável mais precisa, o Índice de Bulbo Úmido Termômetro de Globo (IBUTG), amplamente divulgado pela sigla em inglês (WBGT).

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