Universitário de 18 anos é preso por suspeita de estupro de adolescente dentro de bar no Rio
Universitário preso por suspeita de estupro de adolescente em bar no Rio

Universitário de 18 anos é mantido preso por suspeita de estuprar adolescente em bar da Zona Sul do Rio

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter a prisão temporária de um universitário de 18 anos, suspeito de estuprar uma adolescente durante um encontro em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense. A audiência de custódia ocorreu nesta sexta-feira (10), e o juiz Rafael de Almeida Rezende considerou válido o mandado de prisão, afastando qualquer ilegalidade na detenção.

Detalhes do crime e prisão do suspeito

O crime teria acontecido na segunda-feira (6), dentro de um bar localizado na Rua Nelson Mandela. João Pedro Hassan de Gusmão Lobo, estudante de Ciência da Computação, foi preso na quarta-feira (8) e permanece sob custódia. As investigações da Polícia Civil apontam que a vítima e o suspeito se conheceram por meio de amigos em comum e começaram a conversar pelas redes sociais. O encontro em questão seria o segundo entre eles.

Em depoimento, a adolescente relatou que saiu da aula e encontrou João Pedro nas proximidades do colégio. Os dois foram ao Botafogo Praia Shopping, onde fizeram uma refeição. Durante esse período, o homem insistiu várias vezes para que ficassem sozinhos em locais reservados, incluindo o estacionamento do shopping, mas a vítima recusou todas as investidas.

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Sequência dos eventos e evidências forenses

De lá, eles seguiram para um bar na Rua Nelson Mandela, onde, novamente, o suspeito teria pressionado a adolescente para irem juntos ao banheiro. Ela disse que negou, mas, em um momento posterior, foi sozinha ao banheiro feminino e foi seguida por João Pedro. Segundo o relato, ele tomou o celular da vítima, trancou a porta e a impediu de sair do local. Em seguida, a adolescente afirmou que ele a estuprou, mesmo diante de seus pedidos para parar.

Dois laudos do Instituto Médico-Legal (IML) atestaram evidências da "ocorrência de conjunção carnal recente", com lesões compatíveis com violência, como laceração e sangramento. A delegada Natália Caliman, responsável pelo caso, classificou a situação como "repugnante" e destacou a clara violação da liberdade da vítima, especialmente por se tratar de uma menor de idade.

Versão do acusado e posicionamento das partes

Em depoimento à polícia, João Pedro afirmou que a relação teria sido consensual e que interrompeu o ato quando a adolescente pediu para parar. No entanto, as evidências forenses contradizem essa versão, indicando a ocorrência de ato sexual com sinais de violência.

O g1 tenta localizar a defesa de João Pedro para obter mais informações. Em nota, o estabelecimento The Boua, onde o crime ocorreu, declarou que está colaborando integralmente com as autoridades, disponibilizando todas as informações e registros necessários para a apuração adequada dos fatos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a manutenção da prisão temporária reflete a gravidade das acusações e as evidências coletadas até o momento.

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