Mulheres são torturadas por dívida de R$ 100 em drogas em São José do Rio Preto
Tortura por dívida de R$ 100 em drogas em Rio Preto

Mulheres sofrem sessão de tortura por dívida de R$ 100 em cocaína em Rio Preto

Um caso de extrema violência chocou a cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (17). Duas mulheres, com idades de 33 e 22 anos, foram submetidas a uma verdadeira sessão de torturas e agressões que durou aproximadamente duas horas, dentro de sua própria residência, localizada no bairro Jardim Alvorada.

Detalhes da brutal agressão

Conforme relatos das vítimas à polícia, elas foram surpreendidas por um grupo de seis indivíduos – composto por quatro mulheres e dois homens – por volta das 2 horas da madrugada, quando retornavam para casa. Imediatamente, os agressores iniciaram uma série de violências físicas, utilizando pauladas de forma contínua contra as duas moradoras.

O motivo da brutalidade foi uma dívida de apenas R$ 100 relacionada a drogas, especificamente cocaína, conforme esclareceram as vítimas em seus depoimentos. Durante o ataque, uma das mulheres tentou proteger a companheira, posicionando-se à frente dela enquanto os agressores exigiam o pagamento.

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Tentativa de mutilação e destruição do imóvel

A violência escalou para níveis ainda mais alarmantes quando os suspeitos tentaram cortar o dedo do pé de uma das vítimas utilizando um pequeno serrote. Além das agressões físicas, a casa foi completamente destruída durante a sessão de tortura, com diversos objetos sendo furtados pelos agressores.

Após as duas horas de terror, as mulheres foram abandonadas no próprio imóvel, onde conseguiram chamar socorro. Elas relataram à polícia a identidade da suposta mandante do crime: uma mulher de 27 anos que reside no mesmo bairro.

Resposta policial e consequências

Policiais militares compareceram ao endereço indicado pelas vítimas e efetuaram a prisão em flagrante da suspeita de 27 anos. Durante a ação, foram apreendidos diversos itens, incluindo drogas, dinheiro, uma balança de precisão e os objetos que haviam sido furtados da casa das vítimas.

As duas mulheres agredidas foram encaminhadas para atendimento médico, onde foram identificadas suspeitas de fraturas graves. Exames preliminares apontaram possíveis fraturas no braço de uma das vítimas e na mão da outra, além de múltiplas lesões e hematomas distribuídos por seus corpos.

Impacto psicológico e medo constante

O trauma do episódio deixou marcas profundas além das físicas. Uma das vítimas expressou seu desespero: "Hoje não tenho nem para onde ir, porque estou com medo de voltar para o bairro. Não sei o que vou fazer na minha vida". A declaração revela o impacto psicológico devastador que tal violência pode causar, transformando completamente a sensação de segurança e estabilidade das envolvidas.

O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que buscam identificar e localizar os demais envolvidos no brutal ataque. A prisão da suposta mandante representa um primeiro passo na busca por justiça para as vítimas desta violência extrema motivada por uma dívida insignificante em valores monetários, mas com consequências humanas imensuráveis.

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