Noca da Portela morre aos 93 anos: legado no samba carioca
Noca da Portela morre aos 93 anos

O samba carioca perdeu uma de suas vozes mais emblemáticas. Noca da Portela, cantor e compositor de 93 anos, faleceu neste domingo, 17 de maio de 2026, no Rio de Janeiro. Ele estava internado em um hospital no bairro de São Cristóvão, Zona Norte da cidade, desde o dia 30 de abril.

Legado na Portela

A escola de samba de Madureira, a Portela, manifestou pesar nas redes sociais. Em nota publicada no Instagram, a agremiação destacou a importância do artista: “Noca da Portela deixa um legado de amor à música popular brasileira, ao samba e à nossa Majestade”. O compositor dedicou décadas à escola, vencendo mais de 20 disputas de samba-enredo como autor ou parceiro.

Primeiro samba-enredo campeão

Em 1975, Noca conquistou seu primeiro título na Portela com o samba-enredo “Macunaíma, Herói de Nossa Gente”. A partir daí, tornou-se um dos compositores mais importantes da história da agremiação, assinando obras ao lado de parceiros como Colombo e Gelson.

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Sambas-enredo marcantes

Entre os enredos mais lembrados de sua carreira estão:

  • Macunaíma, Herói de Nossa Gente (1975)
  • Hoje Tem Marmelada (1978)
  • Contos de Areia (1984)
  • Todo Azul que o Azul Tem (1999)

Contribuições além dos sambas-enredo

Noca também compôs dezenas de sambas de terreiro, partido-alto e canções gravadas por grandes nomes da música brasileira. Sua obra é considerada patrimônio do samba carioca. Em 2022, participou do documentário “Prateados, a vida em tempos de madureza”, onde deu depoimento ao lado da bandeira da Portela, escola que lhe deu o sobrenome artístico.

O cantor deixa quatro filhos e uma vasta contribuição à cultura brasileira.

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