O suspeito de matar o ajudante de pedreiro Igor Pereira da Cruz, de 29 anos, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira (25) em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Brayan Vianna Borges foi preso e, segundo familiares, alegou que o disparo foi uma 'brincadeira'.
Família questiona motivação
Durante o enterro de Igor, realizado no Cemitério do Maruí, a prima da vítima, Viviane Amaral, questionou as intenções do atirador. 'Ele usou esse termo, que foi uma brincadeira. Brincadeira com arma de fogo não é brincadeira e aqui eu falo para todo mundo, quem usa arma é policial ou é bandido. Ele não era policial, por que ele tava com uma arma?', indagou.
O pai de Igor, Nelson Soares da Cruz, desabafou: 'Acabou com a minha família, acabou. Ele acabou com a vida do meu filho'. A vítima morava com a companheira e deixou uma filha de 3 anos. A prima lamentou: 'Meu primo está morto, quem vai cuidar dessa criança? A mãe da criança não trabalha, dependia do meu primo. Ele trabalhava de carteira assinada, era ajudante de pedreiro'.
Dinâmica do crime
Segundo relatos de parentes e testemunhas, Brayan passou inicialmente pelo local onde Igor estava e o cumprimentou. Algum tempo depois, retornou de carro, sacou a arma e atirou. O disparo atingiu o braço da vítima e atravessou o abdômen, causando lesões no fígado e no coração. Após o crime, o suspeito teria voltado ao local e dito que tudo não passava de uma 'brincadeira' e que a arma disparou acidentalmente.
O pai de Igor, inconformado, afirmou: 'Ele disse que foi brincadeira. E agora? Meu filho está ali [apontando para a capela]. Eu quero justiça. Ele matou meu filho'.
Investigação
A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias do homicídio. Brayan Vianna Borges foi preso e está à disposição da Justiça. A família aguarda que o crime não fique impune.



