Professora de Marabá inicia cumprimento de pena de 14 anos por atos golpistas
Professora de Marabá cumpre pena por atos golpistas

Uma professora da rede municipal de Marabá, no sudeste do Pará, deu início ao cumprimento de sua pena de 14 anos de prisão, após ser condenada por sua participação nos atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Claudebir Beatriz da Silva Campos apresentou-se voluntariamente na segunda-feira (4) ao Fórum de Marabá, onde passou pelos trâmites judiciais e, em seguida, foi encaminhada ao sistema prisional para cumprir a sentença em regime inicialmente fechado.

Condenação pelo Supremo Tribunal Federal

A docente foi julgada e condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), integrando o grupo de mais de 1.300 pessoas denunciadas pelas invasões e depredações que ocorreram na capital federal em janeiro de 2023. Em abril do mesmo ano, ela já havia sido alvo da Operação Lesa Pátria, deflagrada para investigar os envolvidos nos atos antidemocráticos.

Trajetória política e profissional

Além de sua atuação no magistério municipal, Claudebir possui histórico na política, tendo sido candidata a deputada estadual nas eleições de 2022 pelo Partido Liberal (PL). Até o momento da publicação desta reportagem, a equipe do g1 não conseguiu contato com a defesa da condenada para comentários.

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Detalhes do caso

A professora foi detida pela Polícia Federal em Marabá, conforme registrado em suas redes sociais. O caso ganhou repercussão por envolver uma educadora da rede pública, levantando debates sobre a participação de cidadãos comuns nos atos de vandalismo que chocaram o país. A sentença de 14 anos reflete a gravidade das acusações, que incluem associação criminosa e tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito.

O sistema prisional paraense agora recebe a nova detenta, que deverá cumprir a pena em regime fechado, com possibilidade de progressão após o cumprimento de requisitos legais. A defesa ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

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