Emirados Árabes Unidos denunciam nova série de ataques iranianos
Os Emirados Árabes Unidos informaram nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, que seus sistemas de defesa estão novamente enfrentando ataques de mísseis e drones provenientes do Irã, pelo segundo dia consecutivo. O Ministério da Defesa do país classificou os bombardeios como uma violação do frágil cessar-fogo que entrou em vigor em 8 de abril.
Em comunicado oficial, o ministério afirmou: “O Ministério da Defesa confirma que os sons ouvidos em diversas áreas do país são resultado da interceptação de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones pelos sistemas de defesa aérea dos Emirados Árabes Unidos.” Como medida de segurança, o espaço aéreo sobre o país foi parcialmente fechado, e as aeronaves só podem utilizar rotas específicas, conforme alerta do Aviso aos Aeronavegantes (NOTAM).
As autoridades locais garantem que a situação está sob controle e que, até o momento, não foram registradas vítimas ou danos materiais de grande porte. Os novos ataques ocorrem um dia após os Emirados Árabes acusarem o Irã de lançar mísseis e drones contra seu território. Na segunda-feira, o Ministério da Defesa já havia informado, via rede social X (antigo Twitter), que o sistema de defesa aérea estava “ativamente engajado com ameaças” pela primeira vez desde o início do acordo de cessar-fogo.
Anteriormente, a pasta havia reportado que três “munições de ataque de precisão” foram interceptadas sobre as águas territoriais do país, enquanto um quarto míssil caiu no mar. Moradores de Dubai e Abu Dhabi receberam alertas em seus celulares para que buscassem “imediatamente um local seguro no prédio mais próximo”.
Tensões se intensificam no Estreito de Ormuz
Os bombardeios acontecem em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte internacional de petróleo, que está bloqueada pelo Irã desde o final de fevereiro. Na segunda-feira, os Emirados Árabes acusaram Teerã de atacar com drones um petroleiro da empresa nacional ADNOC, que tentava atravessar a passagem. A embarcação estava vazia, e ninguém ficou ferido.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos declarou: “Os Emirados Árabes Unidos enfatizam a necessidade de o Irã interromper esses ataques, garantir seu pleno compromisso com a cessação imediata de todas as hostilidades e a reabertura completa e incondicional do Estreito de Ormuz.” A pasta acrescentou que “apontar contra a navegação comercial e utilizar o estreito como meio de coerção econômica ou de chantagem constitui um ato de pirataria por parte do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica”.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira que o cessar-fogo entre os EUA e o Irã “não acabou”, apesar das trocas de ataques no Estreito de Ormuz. As tensões marítimas aumentaram depois que o presidente Donald Trump iniciou uma operação militar da Marinha para escoltar navios comerciais pela passagem estratégica. Hegseth garantiu que a “extorsão internacional iraniana” no estreito “termina com o Projeto Liberdade”, como Trump denominou as operações de escolta. Ele destacou que a passagem de dois navios comerciais americanos pela hidrovia na segunda-feira comprova que ela está “limpa”.



