Justiça prende homem que estuprava enteada desde os 8 anos em Roraima
Preso suspeito de estuprar enteada desde os 8 anos em RR

Um homem de 40 anos foi preso nesta segunda-feira (27) em Caracaraí, ao Sul de Roraima, suspeito de estuprar a enteada desde que ela tinha 8 anos. Atualmente com 15 anos, a adolescente está grávida, possivelmente em decorrência da violência sexual, segundo a Polícia Civil.

Além da prisão preventiva, foi cumprido um mandado de busca e apreensão para localizar uma arma de fogo. O objeto era usado pelo suspeito para ameaçar familiares da vítima. Os agentes também recuperaram documentos pessoais da adolescente que o investigado mantinha de forma ilegal.

Desaparecimento da mãe

A mãe da vítima desapareceu em dezembro de 2025, após um naufrágio durante uma pescaria no Baixo Rio Branco. Na ocasião, ela e dois filhos desapareceram nas águas e nunca foram localizados. O suspeito e um filho de 10 anos sobreviveram. Após o sumiço da mãe, o homem levou a enteada para Manaus. Nesse período, a violência sexual passou a ser semanal e, em alguns momentos, quase diária.

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Abusos presenciados por irmãos

Relatos apontam que irmãos menores da vítima presenciaram partes dos abusos em ocasiões distintas, como durante pescarias em áreas isoladas. De acordo com o delegado Bruno Gabriel Bezerra Costa, titular de Caracaraí, as investigações revelaram um cenário de violência sexual sistemática. O suspeito era padrasto e pai registral da menina.

“Trata-se de um caso de extrema gravidade, marcado por abusos continuados, manipulação psicológica, ameaças e completo desprezo pela dignidade da vítima. A atuação da Polícia Civil foi firme e técnica para interromper esse ciclo criminoso e garantir proteção imediata à adolescente”, destacou o delegado.

Prisão mantida

O homem passou por audiência de custódia na manhã desta terça-feira (28), onde teve a prisão mantida. A Justiça da Comarca de Caracaraí decretou a prisão preventiva para garantir a ordem pública e proteger a integridade física e emocional da adolescente.

Controle e manipulação

O investigado utilizava presentes, dinheiro e bens materiais como forma de coação. Ele também mantinha o controle sobre a jovem ao reter os documentos dela. Para a polícia, o homem ainda tentou atrapalhar as investigações. Ele registrou uma ocorrência com acusações falsas contra a vítima e familiares para tentar desacreditá-los.

“A resposta estatal precisa ser rigorosa diante de crimes dessa natureza. Nosso compromisso é impedir novas violações, responsabilizar autores e assegurar que vítimas tenham proteção integral”, reforçou Bruno Gabriel.

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