Homem vestido de palhaço invade salas da Ufal e é denunciado por assédio sexual em Maceió
Palhaço invade Ufal e é denunciado por assédio sexual

Homem vestido de palhaço invade salas da Ufal e é denunciado por assédio sexual em Maceió

Estudantes de diversos cursos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) registraram denúncias de assédio sexual após um homem vestido com roupas de palhaço invadir salas de aula no Campus A.C. Simões, localizado em Maceió, na última quinta-feira, dia 12 de setembro. A Polícia Civil de Alagoas confirmou que está investigando o caso, que gerou grande comoção na comunidade acadêmica e nas redes sociais.

Detalhes do incidente e comportamento do suspeito

Vídeos que circularam amplamente nas redes sociais mostram o indivíduo, identificado como Paulo Henrique Deptuesqui, de 51 anos, interagindo de forma inadequada com estudantes e professores. Segundo relatos das vítimas e informações policiais, o homem:

  • Entrou nas salas de aula sem bater na porta ou pedir autorização
  • Importunou as pessoas presentes com beijos não consentidos
  • Fez comentários com conotação sexual explícita
  • Perguntou a mulheres se eram solteiras de maneira constrangedora
  • Bateu com um martelinho de plástico na cabeça de estudantes

Uma estudante de Jornalismo que preferiu manter o anonimato revelou que essa não foi a primeira aparição do palhaço no campus. "Ele pediu para fazer uma apresentação sobre meio ambiente, mas era nítido o desconforto de todos. Depois que ele saiu, a professora trancou a porta da sala com receio", contou a aluna.

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Resposta institucional e medidas de segurança

A Universidade Federal de Alagoas emitiu uma nota oficial informando que, assim que tomou conhecimento dos fatos, acionou imediatamente sua equipe de segurança. Os profissionais abordaram o suspeito e o conduziram até a saída do campus, devido ao incômodo causado aos discentes e à interrupção das atividades acadêmicas.

A instituição reforçou que o campus é um espaço público e aberto, com grande fluxo diário de pessoas que acessam serviços de extensão universitária, como atendimentos de saúde e atividades esportivas. No entanto, a Ufal afirmou que, além da segurança patrimonial, conta com o apoio das forças de segurança pública do estado e que o Conselho Universitário deve convocar uma reunião extraordinária para discutir o caso e avaliar medidas preventivas.

Investigações policiais em andamento

A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) assumiu a responsabilidade pelas investigações. Pelo menos um Boletim de Ocorrência já foi registrado formalizando as denúncias de assédio. A Polícia Civil destacou que, embora o suspeito não tenha sido preso em flagrante, as investigações seguem ativas para apurar todas as circunstâncias do caso.

Um estudante de Serviço Social, que também preferiu não se identificar, relatou que o palhaço repetiu o mesmo padrão em várias salas de aula do curso, abrindo portas, olhando para dentro e saindo sem explicação, o que causou desconforto generalizado entre os presentes.

Identificação do suspeito e repercussão

A identificação de Paulo Henrique Deptuesqui foi possível porque, antes de deixar uma das salas, ele colocou sua chave PIX no quadro, permitindo que as vítimas e testemunhas fornecessem essa informação crucial às autoridades. A prática, que inicialmente poderia ser confundida com uma intervenção artística, rapidamente se revelou como importunação sexual e violação do espaço acadêmico.

O caso tem gerado intensa discussão sobre a segurança nos ambientes universitários e a necessidade de protocolos mais rígidos para evitar situações semelhantes no futuro. A comunidade acadêmica aguarda os desdobramentos das investigações policiais e as medidas que serão adotadas pela administração da Ufal.

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