Mulher é presa após matar madrasta e esfaquear filho da vítima em Fortaleza
Uma mulher de 30 anos foi presa na tarde da última quinta-feira (26) após cometer um duplo ataque violento em um apartamento no Bairro Papicu, em Fortaleza. A suspeita, identificada como Erlen Lauriano da Silva Almeida, matou sua madrasta, uma idosa de 67 anos, e esfaqueou o filho da vítima, de 27 anos, utilizando uma faca do tipo peixeira com 24 centímetros de comprimento.
Detalhes do crime e prisão
Conforme informações obtidas pelo g1, o crime ocorreu no apartamento onde as vítimas residiam, sendo que a suspeita estava no local como visitante e não morava no imóvel. Após o ataque, Erlen saiu andando pelo residencial chorando e com as roupas sujas de sangue, sendo presa logo em seguida pela Polícia Militar.
A Polícia Militar informou que a mulher foi apresentada no 15º Distrito Policial, onde foi autuada por homicídio e tentativa de homicídio. Apesar de não possuir antecedentes criminais, ela foi colocada à disposição da Justiça. As vítimas, que não tiveram as identidades divulgadas, foram socorridas, mas a idosa não resistiu aos ferimentos. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde do filho da mulher.
Audiência de custódia e prisão preventiva
Nesta sexta-feira (27), Erlen Lauriano passou por audiência de custódia na Justiça Estadual do Ceará e teve a prisão preventiva decretada pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio. A decisão judicial, à qual o g1 teve acesso, destacou a periculosidade da acusada.
"O modus operandi da acusada demonstra sua periculosidade, uma vez que esfaqueou duas vítimas sem nenhum motivo aparente, demonstrando insensibilidade com a vida humana", afirma um trecho do documento. O magistrado considerou que a prisão é necessária para a "garantia da ordem pública" e que "o risco de reiteração delitiva é bastante evidente, porque o acusado já demonstrou que, em liberdade, não hesita em delinquir".
Contexto e investigações
O g1 não conseguiu localizar a defesa da mulher para comentar sobre a prisão. O caso segue sob investigação das autoridades competentes, que buscam esclarecer os motivos por trás do ataque violento. A brutalidade do crime, cometido com uma arma branca de grande porte em ambiente residencial, chocou a comunidade local e levantou questões sobre segurança e violência doméstica.
Este incidente reforça a importância das medidas judiciais para conter indivíduos considerados perigosos, especialmente em casos onde não há motivação aparente para atos de extrema violência. A Justiça do Ceará mantém a prisão preventiva da acusada enquanto o processo segue seu curso legal.



