Mulher de 21 anos é assassinada com nove facadas por ex-colega em supermercado de Iporá
Uma tragédia chocou a cidade de Iporá, em Goiás, na última terça-feira (20), quando a funcionária de supermercado Natasha Eduarda Alves de Sá, de apenas 21 anos, foi brutalmente assassinada com nove facadas. O suspeito, Felipe Gabriel Souza Oliveira, de 20 anos, ex-colega de trabalho da vítima, foi preso em flagrante pela Polícia Civil logo após o crime.
Detalhes do crime e ameaça do suspeito
De acordo com testemunhas, o crime foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento. Geovanna Fernandes, de 19 anos e amiga da vítima, relatou que, após esfaquear Natasha, o suspeito riu enquanto guardava a faca na cintura e fez uma ameaça perturbadora. “Vi ele montando na bicicleta, guardando a faca na cintura. Lembro que ele riu e disse a seguinte frase: ‘Vou voltar para fazer com mais pessoas’”, declarou Geovanna ao g1.
Segundo a Polícia Civil, Felipe usou uma faca do próprio supermercado para cometer o assassinato. Geovanna descreveu o momento do ataque: “De repente em coisa de segundos, só ouvi os gritos, e não consegui entender nada, fiquei apavorada e sem reação alguma”. Ela e outros colegas haviam visto o suspeito entrar no local, inicialmente pensando que ele era um cliente, mas notaram que ele ficou parado observando os arredores antes do ataque.
Possível motivação e situação do suspeito
O delegado do caso, Bruno de Paula, informou que a vítima teria feito críticas ao suspeito, o que pode ter motivado o crime como uma forma de vingança. Não havia qualquer relacionamento amoroso entre eles, e Felipe não deu detalhes sobre as críticas em seu depoimento.
A defesa do suspeito, em nota ao g1, afirmou respeitar a decisão da Justiça de manter a prisão, mas destacou que novos elementos técnicos indicam possíveis problemas psicológicos em Felipe. Foi determinada uma avaliação específica para seu quadro, conforme informado pela defesa.
Até a última atualização desta reportagem, Felipe Gabriel continuava preso, segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). O caso segue sob investigação, com a Polícia Civil analisando as gravações das câmeras de segurança e coletando mais depoimentos.
Impacto na comunidade e perfil da vítima
Natasha Eduarda era descrita por familiares e amigos como uma jovem brincalhona, responsável e que sonhava em se tornar agrônoma. Sua morte prematura deixou a comunidade local em luto e levantou questões sobre segurança no ambiente de trabalho.
O crime ocorreu em um supermercado, local frequentado por muitas pessoas, o que aumenta o choque e a preocupação dos moradores de Iporá. Autoridades locais estão reforçando a vigilância na área para prevenir novos incidentes.



