Médica é atacada por paciente em UPA de SP; homem tentou estupro durante atendimento
Médica atacada por paciente em UPA de SP; homem tentou estupro

Médica sofre ataque de paciente em unidade de saúde da Zona Sul de São Paulo

A madrugada de domingo (22) foi marcada por um episódio de extrema violência na UPA Vila Santa Catarina, localizada na Zona Sul da capital paulista. Uma médica, de 30 anos, foi violentamente atacada por um paciente de 31 anos, que, segundo as investigações policiais, tentou estuprá-la durante o atendimento médico. O agressor foi finalmente detido após ser imobilizado por um segurança da unidade de saúde, mas o trauma vivido pela profissional deixa marcas profundas.

Intervenção rápida evitou tragédia maior

A intervenção do segurança só ocorreu porque outros funcionários da UPA ouviram gritos desesperados vindos de um dos consultórios. Ao adentrar a sala, o profissional de segurança encontrou a médica sendo agarrada com força pelo paciente. Ele conseguiu conter o homem agressor até a chegada da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que formalizou a prisão em flagrante. Horas antes do incidente, o suspeito havia procurado a unidade alegando sofrer uma crise de ansiedade e, mesmo sem ser chamado, invadiu o consultório da médica.

Comportamento do suspeito mudou drasticamente durante atendimento

O paciente insistiu para ser atendido pela médica, afirmando que já a conhecia de consultas anteriores. No entanto, durante a conversa, seu comportamento mudou radicalmente. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem passou a fazer comentários de teor sexual e declarou que queria “se aliviar” ali mesmo. A médica, percebendo o perigo, tentou encerrar o atendimento e sair da sala, mas foi violentamente impedida. O agressor a segurou pelo pescoço, conforme relatado na delegacia, forçando a vítima a reagir com chutes e socos até conseguir pedir ajuda.

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Suspeito alega problemas de saúde mental e uso de drogas

Após ser detido, o suspeito afirmou aos guardas que sofre de depressão e ansiedade e alegou não se lembrar das falas ou da agressão, atribuindo o episódio ao uso de cocaína. Investigações revelaram que ele já possui registros anteriores por importunação sexual e atos obscenos, indicando um histórico de comportamento violento. O caso foi encaminhado à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher para as devidas providências legais.

Autoridades emitem notas de repúdio e apoio à vítima

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que as equipes da GCM encontraram o agressor já contido ao chegar à UPA. Por sua vez, a Secretaria Municipal da Saúde declarou ter prestado acolhimento imediato à médica e reiterou que repudia qualquer forma de violência contra profissionais da rede de saúde. Este incidente levanta sérias questões sobre a segurança em unidades de atendimento de urgência e a proteção dos trabalhadores da saúde.

O episódio ocorrido na UPA Vila Santa Catarina serve como um alerta para a necessidade de medidas mais eficazes de segurança em hospitais e postos de saúde, especialmente durante os turnos da madrugada, quando a equipe pode estar mais vulnerável. A violência contra profissionais de saúde é uma realidade crescente que exige atenção imediata das autoridades e da sociedade como um todo.

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