Jovem denuncia filmagem criminosa em banheiro de bar em Fortaleza; funcionário é demitido
Jovem filmada em banheiro de bar em Fortaleza; funcionário demitido

Jovem denuncia filmagem criminosa em banheiro de bar no bairro Meireles, em Fortaleza

Uma estudante de 22 anos, identificada como Larissa Portela, registrou uma denúncia grave na 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza após ter sido filmada de forma clandestina enquanto utilizava o banheiro de um bar no bairro Meireles. O incidente, que ocorreu no dia 12 de fevereiro, está sendo investigado pelas autoridades como crime contra a dignidade sexual, conforme informou a Secretaria da Segurança Pública do Ceará.

Detalhes do ocorrido e reação imediata da vítima

Larissa Portela, que costumava frequentar o estabelecimento, relatou que estava usando uma das cabines de um banheiro unissex – espaço compartilhado entre todos os gêneros – quando percebeu, através do reflexo no espelho, que estava sendo filmada por uma câmera posicionada por cima do muro que separa as cabines. “Quando eu fui fazer xixi, eu vi, pelo reflexo do espelho, um cara me filmando. De cima pra baixo, por um muro que tem entre o banheiro feminino e o masculino, que, no caso, agora são unissex”, descreveu a jovem em entrevista à TV Verdes Mares.

Sua primeira reação foi gritar, seguida pela comunicação imediata do fato aos funcionários do bar. No entanto, segundo Larissa, a gerência do local se recusou a mostrar as imagens das câmeras de segurança naquele momento, o que a levou a deixar o estabelecimento e dirigir-se diretamente à delegacia para registrar a ocorrência. “E o pior de tudo, [foi] causado por um funcionário do próprio bar”, lamentou a vítima, que também afirmou que as imagens não foram disponibilizadas a um policial que compareceu ao bar após sua denúncia.

Posicionamento do estabelecimento e medidas tomadas

O Fuzuê Bar, local onde o crime ocorreu, emitiu uma nota oficial informando que o funcionário envolvido nas acusações foi retirado imediatamente de suas funções após a verificação dos fatos pela gerência e, posteriormente, proibido de frequentar as dependências do bar. O estabelecimento também comunicou que os banheiros unissex da área interna estão passando por reformas e que conta com banheiros individuais separados por gênero.

Além disso, o bar garantiu que as gravações das câmeras de segurança serão entregues às autoridades competentes e reforçou que não compactua com qualquer tipo de assédio, violência ou ato que fira a integridade das pessoas. “Mesmo que o tal funcionário tenha sido demitido logo após o ocorrido, a primeira ação dos outros funcionários foi encobertar o agressor”, criticou Larissa em suas redes sociais, onde expôs a situação para alertar outras clientes.

Impacto psicológico e alerta sobre vulnerabilidade

A estudante destacou que, após o trauma vivido, não se sentirá segura ao utilizar banheiros de outros locais, evidenciando o profundo impacto psicológico do crime. Ela também alertou sobre o risco de criminosos sexuais se aproveitarem de mulheres em situações vulneráveis, como quando estão sob efeito de álcool, embora tenha ressaltado que estava sóbria no momento do ocorrido, pois não consome bebidas alcoólicas.

O caso reforça preocupações quanto à segurança em espaços públicos e a necessidade de vigilância constante contra crimes de natureza sexual. A investigação policial segue em andamento, com a coleta de provas e depoimentos para apurar todas as circunstâncias do incidente.