Desaparecimento em Pouso Alegre: Homem de 48 anos some após alta hospitalar em fevereiro de 2025
Há um ano, a aposentada Maria Aparecida da Silva vive um drama angustiante em busca de informações sobre seu filho, Éber da Silva Pinto, de 48 anos, que desapareceu em Pouso Alegre, Minas Gerais. O caso, registrado como desaparecimento, permanece sem solução, deixando a família em desespero e as autoridades em silêncio sobre o andamento das investigações.
Último avistamento e circunstâncias do desaparecimento
Éber foi visto pela última vez na noite de 13 de fevereiro de 2025, saindo do Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre. Imagens de câmeras de segurança mostram ele deixando o local com curativos na cabeça, após ter sido internado devido a uma queda em casa que resultou em uma batida na região craniana. Segundo relatos da mãe, ele deveria permanecer em observação no hospital durante a noite, mas, quando ela retornou na manhã seguinte para buscá-lo, foi informada de que ele havia recebido alta médica.
O hospital confirmou que Éber saiu às 23h45, mas ele nunca chegou em casa, levantando preocupações sobre seu paradeiro. “Eu estou muito triste, não tem nada que serve, para mim acabou tudo, minha vida acabou. Não recebo notícias dele, onde ele está. Eu não sei o que eu faço sem ele. Essa hora ele estava limpando para mim aqui. Ele fazia tudo para mim”, lamentou Maria Aparecida, em um depoimento emocionado que reflete a dor de uma mãe em busca de respostas.
Busca por informações e falta de respostas
Desde então, a família tem realizado esforços contínuos para localizar Éber, mas as investigações parecem ter estagnado. O g1 Sul de Minas entrou em contato com a Polícia Civil para obter detalhes sobre o progresso do caso, mas não recebeu nenhum retorno até o momento da publicação desta reportagem. Isso deixa dúvidas sobre a eficácia das buscas e a prioridade dada ao desaparecimento.
O desaparecimento de Éber destaca questões mais amplas sobre a segurança pública e os procedimentos em hospitais, especialmente em situações onde pacientes com ferimentos na cabeça são liberados sem acompanhamento adequado. A comunidade local tem expressado solidariedade à família, mas a falta de informações concretas mantém o mistério intacto.
Impacto na família e apelo por ajuda
Para Maria Aparecida, a ausência do filho transformou sua vida em um vazio profundo. Ela descreve Éber como um homem dedicado, que sempre a ajudava em tarefas domésticas e era um suporte essencial em seu cotidiano. A incerteza sobre seu destino agrava o sofrimento, com cada dia sem notícias aumentando a angústia.
Este caso serve como um alerta sobre a importância de protocolos rigorosos em instituições de saúde e a necessidade de agilidade nas investigações policiais para casos de desaparecimento. Enquanto isso, a família continua esperançosa por qualquer pista que possa levar ao paradeiro de Éber, mantendo viva a memória de seu ente querido em meio à dor da incerteza.