Ginecologista suspeito de estuprar mais de 20 pacientes em Goiás é preso
Ginecologista suspeito de estuprar mais de 20 pacientes é preso

O ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, foi preso suspeito de estuprar pacientes durante consultas e exames em Goiânia e Senador Canedo. A delegada Amanda Menuci, responsável pela investigação, informou que mais de 20 vítimas denunciaram o médico. O profissional foi detido na quinta-feira (23) e passou por audiência de custódia na sexta-feira (24), quando a Justiça manteve a prisão.

Como o médico agia

Segundo a delegada, o médico inicialmente conquistava a confiança das pacientes e, depois, passava a fazer perguntas e toques inadequados. As primeiras consultas eram marcadas por toques físicos indesejados e perguntas inapropriadas sobre a vida íntima e parceiros sexuais. Em seguida, ocorriam atos libidinosos, como exames sem luvas e procedimentos desnecessários. Durante os atos, o médico fazia perguntas de teor sexual, como se a paciente estava gostando ou sentindo prazer. Uma das vítimas relatou um ato final de sexo oral.

Vítimas e denúncias

As 23 vítimas têm entre 18 e 45 anos. Entre elas, estão uma mulher grávida e jovens em primeira consulta. A delegada explicou que crimes sexuais demoram a ser denunciados, pois as vítimas precisam entender o ocorrido e reunir coragem. Muitas estavam extremamente abaladas e com medo, relatando fatos novos durante as declarações.

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Defesa do médico

A defesa de Marcelo Arantes afirmou, em nota, que considera desnecessária a prisão, pois o médico já se afastou da profissão e tem colaborado com a investigação. A defesa declara a inocência do profissional, destacando que ele é um médico bem conceituado, probo e ético, e que confia em sua absolvição, como já ocorreu em outro processo.

Posição do Cremego

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. Todas as denúncias são apuradas em sigilo, conforme o Código de Processo Ético-Profissional Médico. O Cremego também solicitou esclarecimentos ao responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.

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