Família questiona uso de soco inglês em agressão fatal de adolescente por ex-piloto
Família questiona soco inglês em morte de adolescente por ex-piloto

Família de adolescente morto em briga por chiclete questiona uso de soco inglês

A família de Rodrigo Castanheira, o adolescente de 16 anos que faleceu após ser agredido pelo ex-piloto Pedro Arthur Turra Bassos, está levantando sérias dúvidas sobre as circunstâncias do crime ocorrido em janeiro deste ano. Em entrevista concedida na última sexta-feira (27), os parentes da vítima questionaram se o agressor utilizou algum instrumento, como um soco inglês, durante a violenta briga que teve início por causa de um chiclete.

Dúvidas sobre a natureza das lesões

O pai de Rodrigo, Ricardo Almeida Castanheira, expressou sua incredulidade diante da versão apresentada. "É muito improvável uma pessoa conseguir quebrar a cabeça de uma outra pessoa com a mão e não ter nenhum sinal na mão da pessoa. Não quebrar um dedo ou a própria mão", afirmou ele, sugerindo que a força necessária para causar tais danos poderia indicar o uso de um objeto contundente.

Rodrigo Castanheira faleceu após permanecer 16 dias internado em estado gravíssimo, consequência direta da agressão sofrida no dia 23 de janeiro, em Vicente Pires, no Distrito Federal. Com o óbito do adolescente, o Ministério Público reclassificou o crime cometido por Pedro Turra, inicialmente investigado como lesão corporal gravíssima, para homicídio doloso qualificado por motivo fútil.

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Pedido de responsabilização ampliada

Além de buscar esclarecimentos sobre o possível uso de um instrumento no crime, a família de Rodrigo também exige que todas as pessoas presentes no momento da agressão sejam devidamente responsabilizadas. De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Civil do Distrito Federal, outras cinco indivíduos acompanhavam o ex-piloto durante o episódio.

"A justiça ainda não foi feita. As pessoas que estão envolvidas não foram indiciadas", declarou o pai da vítima, demonstrando sua frustração com o andamento processual. Isabella Castanheira, irmã mais velha de Rodrigo, relatou um encontro perturbador na delegacia, onde testemunhou o comportamento dos colegas de Pedro Turra. "Era ridículo. Muito riso. Minha prima escutou eles falando: 'Não se preocupa, não. A gente está no Brasil. Não vai dar nada'", contou a estudante.

Situação processual do agressor

Pedro Turra, de 19 anos, cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda desde o dia 2 de fevereiro. Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça negou um novo pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa, mantendo-o sob custódia. Além da ação criminal, o Ministério Público requereu que o ex-piloto seja obrigado a pagar R$ 400 mil por danos morais à família de Rodrigo Castanheira.

A defesa de Pedro Turra optou por não se manifestar sobre a denúncia, enquanto os advogados da família da vítima sustentam que o soco desferido pelo agressor foi a causa direta da morte. A Polícia Civil informou ao g1 que solicitou à defesa da família de Rodrigo que formalize um pedido para que um médico do Instituto Médico Legal analise se as lesões são compatíveis com as descritas no laudo médico.

Este trágico caso continua a mobilizar a atenção pública e judicial, destacando questões cruciais sobre violência juvenil, responsabilização penal e a busca por justiça em crimes de extrema gravidade.

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