Estupro coletivo de adolescente em Copacabana envolve alunos do Colégio Pedro II
A polícia do Rio de Janeiro está em busca de suspeitos envolvidos no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana. Entre os cinco investigados, pelo menos dois são estudantes do tradicional Colégio Pedro II (CPII), uma das instituições de ensino mais antigas do país, com quase 200 anos de história. A escola já abriu processo de expulsão contra os acusados.
Detalhes dos investigados e medidas institucionais
Segundo informações da vítima, os suspeitos identificados como estudantes do CPII são um menor de idade e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos do campus Humaitá. A unidade escolar confirmou a abertura de processo administrativo para desligamento dos alunos envolvidos no caso.
Outro investigado, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, ingressou este ano no curso de Ciências Ambientais da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). A instituição foi questionada sobre possíveis medidas disciplinares, mas ainda não se pronunciou oficialmente.
João Gabriel Xavier Berthô, que era atleta do Serrano FC, teve seu contrato suspenso pelo clube após a investigação. Sua defesa já se manifestou, negando veementemente a participação no crime de estupro.
O quinto suspeito, Mattheus Verissimo Zoel Martins, recém-formado no ensino médio, não teve sua ocupação profissional identificada até o momento.
Andamento processual e decisões judiciais
A Justiça já determinou a prisão de quatro dos cinco investigados, que permaneciam foragidos nas últimas atualizações do caso. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) representa os interesses da adolescente de 17 anos, vítima da agressão.
A Vara da Infância e Juventude ainda não havia se pronunciado sobre possível apreensão do menor de idade envolvido, aguardando mais elementos do inquérito policial.
Histórico e relevância do Colégio Pedro II
Fundado em 2 de dezembro de 1837 por decreto de Dom Pedro II, o Colégio Pedro II é uma das instituições públicas de ensino mais tradicionais do Brasil, atendendo atualmente mais de 12 mil alunos. Com 14 campi na região metropolitana do Rio, a escola tem entre seus ex-alunos figuras ilustres como ex-presidentes da República, juristas, ministros do Supremo Tribunal Federal, escritores e artistas consagrados.
Entre os nomes notáveis que passaram pela instituição estão Nilo Peçanha, Washington Luís, Manuel Bandeira, Joaquim Nabuco, Fernanda Montenegro e Arlindo Cruz.
Em 2012, com a sanção da Lei 12.677, o colégio foi equiparado aos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, ampliando sua autonomia administrativa e consolidando seu papel na rede federal de ensino.
Contexto da Unirio e repercussões
A Unirio, onde um dos investigados estuda, é uma universidade pública federal com origem na Federação das Escolas Isoladas do Estado da Guanabara, criada em 1969. Institucionalizada como universidade em 1979, a instituição oferece cerca de 50 cursos de graduação para aproximadamente 13 mil estudantes.
O caso tem gerado ampla repercussão não apenas pelas graves acusações, mas também pelo envolvimento de estudantes de instituições de ensino com tradição e reconhecimento público. As investigações continuam em andamento, com a polícia dedicando esforços para localizar e prender os suspeitos que seguem foragidos.
