Caso de estupro coletivo de adolescente em Copacabana: cinco jovens indiciados e foragidos
Estupro coletivo em Copacabana: cinco jovens indiciados e foragidos

Caso de estupro coletivo de adolescente choca Copacabana e mobiliza autoridades

Um crime de extrema violência sexual contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, veio à tona no último sábado, 28 de março de 2026, com o indiciamento de cinco jovens envolvidos no estupro coletivo. A investigação revelou detalhes perturbadores do ocorrido, que aconteceu em 31 de janeiro, quando a vítima foi atraída para um apartamento por um adolescente de 17 anos, supostamente seu ex-namorado.

Detalhes do crime e sequência dos fatos

Segundo as investigações, a vítima foi convidada pelo menor para visitar um apartamento, com a sugestão de que levasse uma amiga. A adolescente afirmou que não conseguiu ser acompanhada, mas não viu problema em ir sozinha. Imagens de câmeras de segurança mostram que quatro adultos – Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos, João Gabriel Bertho Xavier, 19 anos, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos – chegaram ao local antes da vítima.

No elevador, a adolescente foi avisada que os amigos do rapaz estavam no apartamento e poderiam fazer "algo diferente", mas ela recusou qualquer proposta. Posteriormente, enquanto mantinha relação sexual consentida com o menor, os quatro adultos invadiram o quarto. Após insistência do adolescente, a vítima aceitou que eles permanecessem no cômodo, desde que não a tocassem.

Agressão violenta e desrespeito aos limites

Contudo, os acusados não respeitaram a decisão da adolescente. De acordo com seu depoimento, eles tiraram a roupa, começaram a apalpá-la e forçaram-na a praticar sexo oral. Em seguida, todos a penetraram violentamente, além de chutá-la, socá-la e estapeá-la durante a agressão. A vítima tentou fugir, mas foi impedida pelos agressores. O relatório policial ainda registra que, após a adolescente deixar o edifício, o menor foi visto fazendo gestos de comemoração aos amigos.

Investigação policial e exames médicos

A vítima procurou a 12ª Delegacia de Polícia de Copacabana para registrar a queixa e realizou exame de corpo de delito, que identificou lesões compatíveis com violência física e sexual. Entre as constatações estão:

  • Infiltrado hemorrágico
  • Escoriação na região genital
  • Sangramento vaginal
  • Manchas nas regiões dorsal e glútea

Materiais biológicos foram coletados para exames genéticos e análise de DNA, visando comprovar a autoria do crime. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro formalizou a denúncia por estupro com concurso de pessoas, e o Tribunal de Justiça expediu mandados de prisão preventiva pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes.

Operação policial e situação dos acusados

No sábado, a polícia deflagrou a operação "Não é Não" para cumprir os mandados de prisão, mas nenhum dos quatro jovens maiores de idade foi localizado. Eles são considerados foragidos e seguem sendo procurados pelas autoridades. O adolescente de 17 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão, mas, por ser menor, sua investigação é de responsabilidade da Vara da Infância e da Adolescência.

Repercussão institucional e medidas tomadas

O caso gerou forte repercussão e levou a medidas imediatas por parte de instituições ligadas aos acusados. A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do Campus Humaitá II afastaram os quatro jovens maiores de idade, emitindo nota em que "repudia toda forma de violência" e expressa indignação com o ocorrido. A instituição informou que seguirá com procedimentos para desligamento dos estudantes, em conjunto com a procuradoria federal.

O Serrano Football Club, por sua vez, afastou João Gabriel Bertho Xavier e rompeu o contrato com o atleta, demonstrando zero tolerância à conduta criminosa atribuída ao jovem. As ações refletem a gravidade do caso e o compromisso das organizações em coibir atos de violência sexual.

Contexto social e alerta sobre violência sexual

Este caso chocante em Copacabana evidencia a necessidade contínua de combate à violência sexual contra adolescentes e mulheres. A agressão coletiva, com múltiplos agressores e violência física associada, representa um dos cenários mais graves de violação dos direitos humanos e da integridade física e psicológica das vítimas.

As autoridades seguem empenhadas na captura dos foragidos e na conclusão das investigações, enquanto a sociedade civil e organizações de defesa dos direitos das mulheres reforçam a importância da denúncia e do apoio às vítimas de crimes sexuais.