Estudante que denunciou estupro em shopping de Sorocaba será submetida a exames periciais
A estudante de 15 anos que denunciou ter sido vítima de estupro por dois colegas de classe em um shopping de Sorocaba, no interior de São Paulo, passará por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML). A informação foi confirmada pela TV TEM nesta sexta-feira (27), marcando mais um capítulo no inquérito que investiga o crime ocorrido no dia 11 de março.
Detalhes do caso e andamento das investigações
Conforme o boletim de ocorrência registrado, o crime teria acontecido durante o horário de aula, levantando questões sobre a supervisão escolar no momento do ocorrido. Apesar da gravidade da denúncia, o shopping envolvido ainda não foi formalmente acionado pelas autoridades para fornecer eventuais imagens das câmeras de segurança ou outras informações que possam auxiliar na apuração.
A Etec Fernando Prestes, instituição de ensino onde tanto a vítima quanto os suspeitos estudam, tomou medidas imediatas ao afastar os dois alunos das atividades presenciais. O Centro Paula Souza, responsável pela manutenção da escola, emitiu um comunicado informando que abriu um procedimento administrativo assim que tomou conhecimento da denúncia e que está à disposição da polícia para colaborar com as investigações.
Medidas de apoio e reações da comunidade escolar
O Centro Paula Souza também destacou que a estudante está recebendo acompanhamento especializado para garantir que não haja prejuízos em sua trajetória acadêmica. Enquanto isso, os dois alunos suspeitos estão cumprindo suas atividades escolares de forma remota, aguardando o desfecho do processo.
O caso está sendo investigado como estupro na Delegacia da Infância e Juventude (Diju) de Sorocaba, que segue apurando todas as circunstâncias do ocorrido. A mobilização em torno do caso ganhou força significativa nesta semana, com estudantes da ETEC Fernando Prestes organizando uma manifestação no pátio da escola na última quarta-feira (25).
Com cartazes que pediam justiça e maior segurança para as alunas, o protesto refletiu a indignação da comunidade escolar e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, ampliando o debate sobre violência sexual no ambiente educacional.
Contexto alarmante e orientações legais
A advogada Juliana Saraiva, representante da Comissão de Direitos Infantojuvenis da OAB Sorocaba, ressaltou a importância do tratamento prioritário em casos envolvendo menores de idade. "O atendimento, quando isso acontece, deve ser prioridade, avisando o conselho tutelar e levando o fato à delegacia. Obviamente, dentro deste contexto, os adolescentes infratores deverão ser investigados e responsabilizados", afirmou a especialista.
O caso ocorre em um cenário onde a violência sexual atinge proporções alarmantes entre adolescentes. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que aproximadamente uma em cada dez adolescentes no Brasil já sofreu algum tipo de violência sexual, destacando a urgência de políticas públicas mais efetivas de prevenção e acolhimento.
A investigação continua em andamento, com as autoridades coletando provas e depoimentos para elucidar completamente os fatos. A sociedade aguarda com atenção os próximos passos do processo, que pode estabelecer importantes precedentes no combate à violência sexual em ambientes escolares e comerciais.



