Jovem escritora de 21 anos é encontrada em Porto Alegre após três dias desaparecida
Escritora de 21 anos é achada em Porto Alegre após sumir

Jovem escritora de 21 anos é encontrada em Porto Alegre após três dias desaparecida

A escritora Maria Eduarda Pereira Soares, de 21 anos, moradora de Pedra Preta, a 242 quilômetros de Cuiabá, foi localizada nesta quarta-feira (11) em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após passar três dias como desaparecida. A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que descartou, até o momento, qualquer indício de crime no caso.

Saída sem aviso prévio gera preocupação familiar

Maria Eduarda saiu da casa onde morava no sábado à noite e viajou para Porto Alegre sem comunicar ninguém da família sobre seus planos. Em depoimento às autoridades, ela afirmou que desejava passar um tempo longe e, por essa razão, optou por não avisar seus parentes quando deixou o lar. "Estou bem, mas não quero que saibam onde estou e o que estou fazendo. Eu tive meus motivos para sair, e não tem nada a ver com vocês. Só quero ficar um tempo longe mesmo", declarou a jovem.

Mãe registra desaparecimento e relata buscas desesperadas

O desaparecimento foi registrado pela própria mãe, Edilma Alves Pereira, de 44 anos, que é policial penal. "Estou feliz que ela foi achada com vida", disse Edilma, aliviada com o desfecho. Ela informou que o celular da filha está desligado desde que ela saiu de casa, complicando as tentativas de localização.

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Durante as buscas, a família descobriu a existência de outro número de telefone vinculado ao nome de Maria Eduarda. Ao ligar para esse contato, uma pessoa atendeu, mas bloqueou o número após a mãe se identificar. "A gente mandou mensagem nesse número e aí uma mulher respondeu falando que 'não tinha nenhuma Maria Eduarda ali'. Eu insisti, liguei e quando me atenderam falei 'Olha eu sou policial, minha filha tá desaparecida e esse número tá registrado no nome dela. Então, como você me explica isso?' Aí esse número me bloqueou", relatou Edilma.

Suspeitas familiares e carta de despedida

Maria Eduarda era casada com Magno dos Santos Ribeiro Rodrigues, que é policial militar. Ele informou às autoridades ter encontrado uma carta de despedida deixada por ela na residência do casal. A mãe e o ex-marido apuraram que ela teria chegado a Cuiabá na noite de sábado e embarcado em um voo para Porto Alegre, com chegada prevista por volta das 7 horas da manhã.

Sem informações oficiais, Edilma afirma suspeitar que a filha possa ter sido enganada em algum esquema de exploração sexual. A suspeita se baseia no fato de que Maria Eduarda nunca deixaria a família sem respostas, mesmo que tivesse decidido mudar de vida. "Eu conheço a índole da minha filha, jamais ela ia deixar a gente sem respostas. Mesmo que ela tivesse ido sem avisar, ela ia chegar lá, ia me ligar e avisar que estava tudo bem", comentou a mãe.

Sonhos profissionais e oferta misteriosa

Edilma também afirmou que a filha era escritora e sonhava em crescer profissionalmente. Para a mãe, esse desejo pode ter sido usado por alguém para atrair a jovem com falsas promessas. Ela contou que Maria Eduarda chegou a comentar com uma amiga que havia recebido uma proposta de emprego melhor, mas não revelou quem fez a oferta nem onde seria o trabalho. "Eu acredito que foi alguma mulher, ela não ia acreditar em homem. Eu acho que foi alguma mulher que eles colocaram para conversar com ela, para ludibriar a cabeça dela", relatou Edilma.

Apesar das suspeitas familiares, a Polícia Civil mantém a posição de que não há indícios de crime no caso, destacando que a jovem foi encontrada em segurança e confirmou sua vontade de ficar afastada temporariamente.

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