Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal continuam após 42 dias sem pistas concretas
Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal continuam após 42 dias

Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal continuam após 42 dias sem pistas concretas

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completaram 42 dias sem resultados no município de Bacabal, interior do Maranhão. Desde o desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros do Maranhão permanecem mobilizadas, mas ainda não há indícios concretos sobre o paradeiro das crianças.

Operações de busca intensificadas com tecnologia

Diariamente, agentes entram na mata e realizam varreduras detalhadas nas áreas já percorridas, com o objetivo de localizar vestígios como roupas ou objetos que possam indicar o caminho feito pelas crianças. Em trechos de difícil acesso, as equipes utilizam helicóptero e drones para dar suporte às operações.

O caso ganhou dimensão nacional com a adoção do protocolo Amber Alert, sistema internacional de alerta para desaparecimento de crianças, ativado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Além disso, a Marinha empregou equipamentos de alta tecnologia, como o side scan sonar, para varredura no leito do rio Mearim.

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Últimos momentos e investigação policial

Ágatha e Allan estavam com o primo Anderson Kauan, de 8 anos, quando foram vistos pela última vez na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde residiam. Três dias após o desaparecimento, Anderson foi encontrado por moradores em uma estrada de terra, a quase quatro quilômetros de casa, mas os irmãos já não estavam com ele.

O menino, após alta médica e autorização judicial, participou das buscas e relatou que o grupo se perdeu ao tentar buscar maracujá sem serem vistos por um tio. Ele descreveu uma "casa caída" abandonada onde as crianças teriam se abrigado, local confirmado por cães farejadores que detectaram o cheiro dos três.

Angústia familiar e força-tarefa

A mãe das crianças, Clarice Cardoso, expressou a dor da família em entrevista: "Eu não desejo pra ninguém essa dor, uma dor insuportável. Cada dia só piora, a gente não tem notícia". A avó também relatou o impacto emocional, descrevendo a situação como um pesadelo sem fim.

A Polícia Civil informou que o caso está sob responsabilidade de uma comissão especial criada para a investigação, que já ultrapassa 200 páginas. Dezenas de pessoas foram ouvidas, mas a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP) afirmou que não divulgará detalhes para não comprometer o andamento.

Recursos e persistência nas buscas

Mais de mil pessoas, incluindo agentes das forças de segurança estadual e federal, além de voluntários, participaram das ações. As equipes atuam em áreas de mata fechada, rios e lagos, com apoio do Centro Tático Aéreo (CTA), Batalhão de Choque da Polícia Militar, Exército Brasileiro e Corpo de Bombeiros Militar.

Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros em operações por terra e água. Apesar da redução das buscas na mata após a varredura completa das áreas inicialmente mapeadas, as equipes permanecem em prontidão para retomar ações caso novos indícios surjam.

O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Ederson Martins, destacou que a investigação é robusta, mas ainda faltam pistas concretas. "Temos a reconstrução do trajeto do carroceiro, desde o local onde ele foi localizado até a entrega no povoado, além da reconstrução do local onde as crianças estiveram juntas pela última vez", explicou.

As buscas continuam concentradas na base instalada no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, mantendo a esperança de encontrar Ágatha e Allan com vida.

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