Ex-presidente do Rioprevidência é preso pela PF por suspeita de obstrução de investigação
PF prende ex-presidente do Rioprevidência por obstrução

Ex-presidente do Rioprevidência é preso pela PF em operação que investiga fraudes no Banco Master

A Polícia Federal (PF) executou nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, a prisão de Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio de Janeiro. A detenção ocorreu após o desembarque de Antunes no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, onde ele retornava de uma viagem de férias com a família aos Estados Unidos. A ação faz parte da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga irregularidades em investimentos do fundo no Banco Master.

Suspeitas de obstrução e manipulação de provas motivam prisão

De acordo com os investigadores, a prisão foi solicitada devido a fortes indícios de que Antunes teria participado na destruição de provas e na obstrução das apurações sobre as fraudes no Banco Master. A PF suspeita que ele tenha realizado manobras para blindar seu patrimônio e apagar rastros durante o avanço da investigação. Essas suspeitas surgiram após a primeira fase da operação, realizada no mês passado, quando a PF conduziu buscas na residência de Antunes em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

Na ocasião, como a família estava de férias, o imóvel estava vazio, obrigando os policiais federais a chamarem um chaveiro para acessar o apartamento. Durante a busca, foram apreendidos quase R$ 7 mil em espécie, diversos documentos, um pendrive, um relógio e um carro. Posteriormente, a PF descobriu que documentos haviam sido retirados do local, provas digitais foram manipuladas e dois carros de luxo pertencentes a Antunes foram transferidos para terceiros, ações consideradas suspeitas pelos investigadores.

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Estratégia de interceptação e monitoramento em tempo real

A prisão de Deivis Marcon Antunes foi realizada de forma estratégica pela Polícia Federal. Em vez de abordá-lo no aeroporto de Guarulhos, os agentes decidiram interceptá-lo na estrada, na altura de Itatiaia, no Vale do Paraíba, enquanto ele retornava ao Rio de Janeiro em um carro alugado. Após a detenção, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, encaminhado à superintendência da PF no Rio de Janeiro.

Para garantir o sucesso da operação, a PF realizou um monitoramento em tempo real do veículo, com o auxílio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da delegacia da PF no aeroporto de Guarulhos. Essa abordagem permitiu uma ação coordenada e eficiente, evitando possíveis fugas ou complicações durante o processo de prisão.

Defesa busca informações para se manifestar

A defesa de Deivis Marcon Antunes informou que está coletando mais detalhes sobre o caso para poder se posicionar oficialmente. Até o momento, não houve uma declaração pública dos advogados, que aguardam o acesso a todas as informações pertinentes antes de emitir qualquer comentário sobre as acusações e a prisão de seu cliente.

A Operação Barco de Papel continua em andamento, com a PF aprofundando as investigações sobre as irregularidades no Rioprevidência e suas conexões com o Banco Master. As autoridades reforçam o compromisso com a apuração completa dos fatos e a aplicação da justiça em casos de corrupção e desvios de recursos públicos.

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