Médico é preso após atropelar oito pessoas e tentar matar irmão com surto psicótico no RS
Um médico de 60 anos está preso preventivamente após cometer uma série de crimes violentos na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Paulo Adriano Pustay foi acusado de atropelar intencionalmente oito pessoas em um intervalo de apenas uma hora, no dia 3 de março, antes de invadir a casa do próprio irmão e tentar agredi-lo com um pedaço de pau, com a intenção de matá-lo.
Série de atropelamentos intencionais
Os crimes ocorreram em um trecho de aproximadamente 25 quilômetros, entre os municípios de Novo Hamburgo e Presidente Lucena. Segundo as investigações da Polícia Civil, o médico alterou deliberadamente a trajetória de seu veículo, um Nissan March, para atingir os pedestres. Em nenhum dos oito atropelamentos, o suspeito prestou socorro às vítimas, demonstrando uma conduta fria e calculista durante os ataques.
Um dos casos mais graves aconteceu em Novo Hamburgo, onde uma mulher caminhava com um bebê no colo e uma criança ao lado quando foi atingida pelo carro que vinha na contramão. "Por sorte e destreza, ela conseguiu afastar um pouco do caminho que o veículo vinha e sofreu apenas lesões na perna esquerda, tendo salvado as crianças da morte", destacou o delegado Alexandre Quintão.
Vítimas sofrem ferimentos graves
Entre as vítimas dos atropelamentos está um idoso de 73 anos que foi atingido em frente à própria casa, a cerca de 400 metros da residência do irmão do médico. O homem sofreu lesões no tornozelo, barriga e braço, mas recebeu alta hospitalar no dia seguinte ao ocorrido.
Outra vítima teve consequências mais severas, fraturando três costelas, cinco vértebras, clavícula e o esterno, além de sofrer ferimentos graves na cabeça e na perna. A análise de imagens de segurança confirmou que os atropelamentos foram intencionais, com o médico mudando claramente a direção do veículo para atingir as pessoas.
Invasão à casa do irmão
Após a série de atropelamentos, o médico dirigiu até a casa do irmão, onde invadiu a propriedade e tentou agredi-lo com um pedaço de pau. "Ele jogou o carro sobre a casa do irmão e invadiu o imóvel com um pedaço de pau para espancar o irmão, com a intenção de matá-lo. O irmão somente não foi morto porque conseguiu fugir por uma das janelas da casa", relatou o delegado Fabio Mota Lopes.
O sexto atropelamento ocorreu justamente quando o médico estava a caminho da casa do irmão, completando o ciclo de violência que durou aproximadamente uma hora.
Investigações e motivação
A Polícia Civil indiciou Paulo Adriano Pustay em dois inquéritos separados: um pelos crimes cometidos em Presidente Lucena e outro pelos atropelamentos em Novo Hamburgo. Até o momento, as autoridades não identificaram nenhuma motivação clara para os crimes, mas acreditam que o médico possa ter sofrido um surto psicótico.
O delegado Fabio Mota Lopes reforçou essa hipótese ao analisar o comportamento do acusado durante toda a sequência de eventos violentos. A defesa do médico não foi localizada para comentar o caso, conforme informações do g1 RS.
O médico permanece preso preventivamente desde o dia dos crimes, aguardando as próximas etapas do processo judicial. As investigações continuam para determinar com precisão as circunstâncias que levaram aos ataques e avaliar a condição mental do acusado no momento dos fatos.



