Polícia Federal deflagra operação contra Previdência do Amapá por investimentos no Banco Master
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 5 de fevereiro de 2026, a Operação Zona Cinzenta, direcionada contra a Previdência do Amapá. O foco da ação é investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do estado, com ênfase em investimentos realizados no Banco Master.
Objetivos e escopo da investigação
Segundo a corporação, o objetivo principal é apurar suspeitas de gestão temerária e gestão fraudulenta na aprovação e execução de investimentos em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. A investigação examina detalhadamente como esses recursos foram manuseados pela autarquia estadual responsável pela previdência.
Medidas judiciais executadas
Policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, no município de Macapá. Essas medidas visam coletar provas e documentos que possam esclarecer as alegações de irregularidades.
Contexto político e temporal da investigação
A operação surge em um contexto de controvérsias, pois não havia investigação formal sobre carteiras do Banco Master quando o presidente Lula se encontrou com representantes da instituição. O presidente afirma que não houve interferência política e que a apuração é técnica. No entanto, documentos do Banco Central indicam que a investigação sobre operações do Banco Master começou meses após uma reunião no Planalto, levantando questões sobre o timing e a independência do processo.
Esta ação reforça o compromisso das autoridades em combater práticas irregulares na gestão pública, especialmente em setores críticos como a previdência social, que afetam diretamente os direitos dos cidadãos.



