PF retorna a condomínio de ex-presidente do Rioprevidência e apreende sistema de vigilância
PF apreende vigilância de condomínio em operação contra ex-presidente

PF retorna a condomínio de ex-presidente do Rioprevidência e apreende sistema de vigilância

Em uma ação que surpreendeu os vizinhos, a Polícia Federal voltou ao endereço do ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, um dia após realizar buscas no local. A operação, parte da investigação conhecida como Operação Barco de Papel, resultou na apreensão de todo o circuito de segurança do condomínio, deixando o edifício temporariamente sem sistema de vigilância.

Detalhes da apreensão e reação dos moradores

No sábado, os policiais federais levaram equipamentos de gravação e armazenamento de imagens, o que gerou protestos entre os moradores do prédio. A medida foi tomada após a PF descobrir que documentos haviam sido retirados do apartamento de Deivis, que provas digitais haviam sido manipuladas e que dois carros de luxo do ex-presidente foram transferidos para terceiros. Os investigadores consideraram essas manobras suspeitas, indicando uma possível tentativa de apagar rastros e blindar o patrimônio diante das apurações.

Contexto da Operação Barco de Papel

A Operação Barco de Papel investiga investimentos do Rioprevidência em ativos do Banco Master. As buscas iniciais ocorreram no dia 23 de janeiro, quando os policiais encontraram o apartamento de Deivis vazio e precisaram recorrer a um chaveiro para destrancar o imóvel sem arrombar a porta. Na ocasião, foram apreendidos quase R$ 7 mil em dinheiro vivo, documentos, um pendrive, um relógio e um carro no endereço.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Prisão do ex-presidente e estratégia policial

Deivis Marcon Antunes foi preso nesta terça-feira, 3 de fevereiro de 2026, após desembarcar no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, de uma viagem de férias aos Estados Unidos, programada desde novembro. A defesa chegou a orientá-lo a antecipar o retorno, mas ele considerou muito oneroso o prejuízo de comprar novas passagens para toda a família. Oficialmente, não havia nada que o impedisse de desfrutar as férias em solo americano.

Ele foi detido na estrada, na altura de Itatiaia, no Vale do Paraíba, quando voltava em um carro alugado para o Rio de Janeiro. A PF optou por interceptá-lo na estrada, ao invés de abordá-lo no desembarque do aeroporto, por estratégia. Os agentes monitoraram o carro em tempo real, com auxílio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da delegacia da PF no aeroporto de Guarulhos.

Andamento do caso e posição da defesa

Após a prisão, Deivis foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, encaminhado à superintendência da PF no Rio de Janeiro, onde está sendo ouvido pelos investigadores. A defesa informou que busca mais informações para poder se manifestar sobre o caso.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar