Governador Ibaneis Rocha nega envolvimento em operação que mira líder do governo no DF
Ibaneis Rocha nega ligação com operação que mira líder do governo

Operação do Ministério Público mira desvio milionário em contrato de aluguel da Educação do DF

Uma ampla operação deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (12) investiga um suposto desvio de aproximadamente R$ 50 milhões em um contrato de aluguel da Secretaria de Educação. A ação, que envolve múltiplos mandados de busca e apreensão, tem como um dos principais alvos o deputado distrital Hermeto (MDB), líder do governo na Câmara Legislativa.

Governador se isenta e afirma não ter informações sobre o caso

Questionado sobre a operação, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi enfático ao se distanciar das investigações. "Eu não tenho nada a ver com isso", declarou o chefe do executivo local. Ibaneis complementou que a operação corre em sigilo e que não possui detalhes sobre o que ocorreu, ressaltando que seu nome não foi citado nas investigações.

"Pelo que eu sei essa operação corre em sigilo. Eu não tenho informações do que aconteceu, e também se eles que estão envolvidos quiserem apresentar para mim alguma coisa, mas não tem interesse nenhum, não cita meu nome. Eu não tenho nada a ver com isso. Cada um que tem seus problemas que responda perante a Justiça", afirmou o governador.

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Secretária de Educação se diz tranquila e aponta contrato anterior

Hélvia Miridan Paranaguá Fraga, secretária de Educação do DF, também se manifestou sobre o caso, demonstrando tranquilidade. Ela explicou que a Polícia Civil ainda não liberou o processo para acesso da pasta e destacou que se trata de uma locação existente antes de sua gestão.

"É uma locação que existia antes de eu assumir como secretária de Educação. Vamos aguardar a conclusão da investigação pra ver, mas eu estou muito tranquila, né. Não foi assinado por mim o contrato", declarou a secretária.

Detalhes da operação e crimes investigados

A operação, realizada em parceria com a DECOR/PCDF e com apoio de Ministérios Públicos de Goiás, Tocantins e São Paulo, cumpriu 31 mandados de busca e apreensão no DF, São Paulo e Tocantins. As investigações focam em diversos crimes, incluindo:

  • Corrupção ativa e passiva
  • Peculato
  • Fraude a licitação
  • Tráfico de influência
  • Lavagem de dinheiro
  • Organização criminosa

Em Brasília, as buscas ocorreram na Secretaria de Educação, no Palácio do Buriti (sede do governo), na Câmara Legislativa, além da residência e escritório do deputado Hermeto. Também são investigados o ex-secretário de Educação João Pedro Ferraz e servidores da pasta.

Contrato irregular e desvio de recursos públicos

As investigações apontam que o aluguel de um imóvel particular pela Secretaria de Educação foi realizado de forma irregular. O local, situado no setor de motéis da Candangolândia, abrigaria alunos do Centro de Ensino Fundamental I da região e a sede da Coordenação Regional de Ensino do Núcleo Bandeirante.

Segundo o Ministério Público, quase R$ 50 milhões teriam sido desviados dos cofres públicos, com a maior parte dos recursos proveniente de emendas parlamentares. A operação busca esclarecer as irregularidades no contrato de locação e reforma do imóvel.

Notas oficiais dos envolvidos

O deputado Hermeto emitiu nota negando qualquer envolvimento no caso: "Não possuo qualquer gestão ou participação em contratos administrativos da Secretaria de Educação, que são de responsabilidade exclusiva do Poder Executivo. Os recursos destinados por meu mandato ao PDAF ao longo de sete anos foram aplicados em melhorias e manutenção de mais de 60 escolas públicas em todo o Distrito Federal."

A Secretaria de Educação também se pronunciou oficialmente: "A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal informa que o processo em referência tramita sob regime de sigilo... a Pasta permanece integralmente à disposição das autoridades competentes, colocando-se pronta para fornecer todas as informações e esclarecimentos que se fizerem necessários."

A operação continua em andamento, com as investigações apurando as responsabilidades pelo suposto desvio milionário que afetou os recursos destinados à educação no Distrito Federal.

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