Ex-secretária de Finanças de Altônia é presa por desviar R$ 152 mil de verbas municipais
Ex-secretária presa por desviar R$ 152 mil em Altônia

Ex-secretária de Finanças de Altônia é presa por desvio de R$ 152 mil em verbas municipais

A ex-secretária municipal de Finanças de Altônia, Sumair Pires Leles, foi presa preventivamente na terça-feira (24) após investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) apontar desvio de R$ 152.538 de recursos públicos municipais. Ela ocupou o cargo entre 2023 e 2024, período em que teria realizado as transferências irregulares.

Investigação detalha esquema de transferências bancárias

Conforme as investigações do MP-PR, entre 5 de setembro de 2024 e 18 de dezembro de 2024, Sumair aproveitou-se de sua posição para realizar pelo menos 20 transferências bancárias de contas do município para contas pessoais. O caso começou a ser investigado em 2025, quando irregularidades foram identificadas nos registros financeiros da prefeitura.

Recentemente, segundo o Ministério Público, foram descobertos indícios de que a ex-secretária pretendia deixar o Brasil "para frustrar eventuais consequências cíveis e penais de sua conduta". Diante dessa informação, o MP-PR solicitou e obteve do Poder Judiciário a decretação da prisão preventiva.

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Medidas cautelares e bloqueio de bens

Além da prisão, os bens de Sumair foram bloqueados judicialmente "como forma de possibilitar o ressarcimento do desfalque causado ao patrimônio municipal", conforme explicou o MP-PR em nota oficial. A ex-secretária responde atualmente a dois processos:

  • Ação penal por suposto desvio de recursos públicos
  • Ação de improbidade administrativa

O promotor Ítalo João Chiodelli, responsável pelo caso, afirmou que "a partir do recebimento dessas informações, apuramos a veracidade dessa pretensão e pleiteamos para assegurar a aplicação da lei penal da prisão preventiva".

Defesa contesta legalidade da prisão

Em nota, o advogado Saturnino Gazola Diniz, que representa a ex-secretária, afirmou que a defesa não concorda com a prisão e questionou sua legalidade. Segundo ele, os fatos investigados ocorreram há aproximadamente dois anos e não existia medida cautelar que impedisse sua cliente de viajar.

"O prazo no processo para defesa ainda está aberto até dia 02/03/2026, não existia nenhuma cautelar restringindo o direito de ir e vir da mesma", argumentou o defensor. Ele ainda acrescentou que "a mera intenção de viajar para o exterior conhecer outro país para eventualmente poder ir trabalhar já serviu para decreto de prisão".

A defesa sugeriu que medidas alternativas poderiam ter sido adotadas, como a intimação para apresentação de passaporte em juízo ou o uso de tornozeleira eletrônica, em vez da prisão preventiva.

Contexto do caso e próximos passos

A prisão ocorreu enquanto Sumair trabalhava em um depósito na cidade de Altônia, localizada no noroeste do Paraná. A ex-secretária tinha livre acesso às contas da prefeitura durante seu mandato, o que teria facilitado as transferências irregulares.

O caso segue em tramitação na Justiça, com a defesa tendo prazo até 2 de março de 2026 para apresentar sua contestação formal. Enquanto isso, Sumair permanece presa preventivamente, aguardando os desdobramentos processuais tanto na ação penal quanto na ação de improbidade administrativa.

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