Pai usou mochila para defender filha de ataque de onça-parda na Chapada dos Veadeiros
Pai defende filha de onça-parda com mochila em Goiás

Um ataque de onça-parda a uma menina de 8 anos na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, foi interrompido pelo pai da vítima, que usou uma mochila para defender a filha. O episódio ocorreu na quinta-feira (14), durante um passeio em família na Fazenda Volta da Serra, que funciona como santuário para esses felinos.

Relato do turista

O turista Luiz Maurício Oliveira, que presenciou o ataque, contou à TV Anhanguera que ouviu um barulho forte de uma árvore balançando antes do ataque. “A gente ouviu um barulho muito forte, de uma árvore balançando muito e foi a hora que a onça atacou a criança. A menina saiu correndo e a onça foi atrás. Foi tudo muito rápido”, disse. Segundo ele, o pai agiu rapidamente: “O pai foi para cima defendendo a filha com uma mochila, depois veio a mãe também. Todo mundo se misturou ali, assustou a onça e ela foi embora”.

Estado de saúde da criança

A menina foi ferida no rosto e encaminhada ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, onde passou por uma cirurgia plástica. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a paciente chegou ao hospital na sexta-feira (15) e segue estável, sob cuidados médicos.

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Medidas preventivas

A administração da fazenda suspendeu temporariamente as visitas de turistas para análise técnica do ocorrido. Em nota, a Fazenda Volta da Serra confirmou o incidente e detalhou o atendimento: a criança recebeu primeiros socorros no Hospital Municipal de Alto Paraíso e, devido à necessidade de maior complexidade, foi transferida para Brasília. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não foi possível o transporte aéreo devido à impossibilidade de operações noturnas. A fazenda disponibilizou ambulância com equipe médica para o traslado.

Orientações de segurança

O guia de turismo Wesley Lima, que atua na região há oito anos, explicou que ataques como esse não são comuns. Ele orienta que, ao avistar uma onça, a pessoa deve permanecer parada, nunca dar as costas e não correr. “O protocolo é levantar os braços, tentar parecer maior que o animal, e dar espaço para ele poder sair. É natural da onça fugir”, destacou. O proprietário da fazenda, Lauro Jurgeaitis, afirmou que nunca houve episódio semelhante na propriedade e que uma investigação apurará as causas do ataque.

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