Deputado pede prisão de Lulinha à PGR por suposta participação na Farra do INSS
Deputado pede prisão de Lulinha por suposta participação no INSS

Deputado aciona PGR e pede prisão de Lulinha em investigação sobre Farra do INSS

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) enviou, nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, um pedido formal à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a prisão preventiva de Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida é baseada na suposta participação do representado no escândalo denominado "Farra do INSS", que envolve descontos indevidos em benefícios previdenciários de milhares de aposentados.

Fundamentação do pedido de prisão preventiva

No ofício encaminhado à PGR, Sanderson argumenta que relatos públicos indicam que ex-dirigentes do INSS, atualmente presos e investigados, estão em processo avançado de colaboração premiada. Essas delações teriam apontado a existência de uma articulação político-empresarial destinada a viabilizar e manter os descontos ilegais, com possível envolvimento de Lulinha, inclusive com recebimento de vantagens indevidas ou atuação indireta por meio de operadores.

O parlamentar destacou ainda que Lulinha realizou uma viagem ao exterior quando as denúncias iniciais sobre o esquema vieram à tona. Embora esse fato não constitua prova de ilícito por si só, Sanderson afirma que ele reforça o risco de elisão à aplicação da lei penal, justificando a necessidade de avaliação cautelar para restrição de liberdade ou medidas alternativas de monitoramento.

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Riscos à instrução criminal e ordem pública

De acordo com o deputado, a prisão preventiva pode ser decretada para garantir a ordem pública, a ordem econômica, a conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal, desde que haja prova do crime e indícios suficientes de autoria. Sanderson registrou que, no caso em análise, se os elementos das colaborações premiadas forem corroborados por provas independentes, pode estar caracterizado um risco concreto à instrução criminal.

Esse risco seria agravado pela possível influência política e econômica de Lulinha, o que poderia resultar em constrangimento de testemunhas, alinhamento de versões entre investigados ou ocultação de provas documentais e financeiras. O parlamentar enfatizou que a medida é necessária para garantir a efetividade das investigações e prevenir interferências no processo.

Contexto da investigação e resistência parlamentar

O escândalo da Farra do INSS tem sido alvo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), onde deputados e senadores tentaram convocar Lulinha para prestar depoimentos. No entanto, a maioria dos membros votou contra o requerimento, demonstrando resistência política à ampliação das investigações sobre o filho do presidente.

Sanderson, em sua atuação individual, busca agora pressionar a PGR a tomar medidas mais drásticas, argumentando que a gravidade das acusações e os riscos identificados justificam a prisão preventiva como forma de assegurar a aplicação da justiça. O caso continua a gerar debates intensos sobre a atuação de figuras políticas e familiares em esquemas de corrupção, com repercussões significativas no cenário nacional.

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